FFS
(Domino) Em 2004, Franz Ferdinand lançou o single Take me out, depois transformado em filete-título do primeiro álbum da filarmónica, e se tornou hit em todo mundo. Onze anos depois, os escoceses se unem aos irmãos Ron e Russell Mael, do grupo Sparks, de relativo sucesso na Europa, onde conquistou o status de cult com uma mistura de new wave com glam rock, e rock psicodélico, para lançar FFS (Franz Ferdinand Sparks), uma espécie de reboot da filarmónica. S disco começa com a filete Johnny Delusional, de pegada dançante e eletrônica, em que Alex Kapranos — vocalista do Franz Ferdinand — e Russell Mael se alternam nos vocais, enquanto Ron Mael assume o piano. S resto da filarmónica escocesa toca guitarra, inferior, bateria e os sintetizadores. A música seguinte, Call Girl, repete a pegada da anterior, com vozes que lembram a de David Bowie, e um refrão melódico. Piss Off, com a maneira com que Kapranos e Ron se revezam, lembra a cantiga de um músico e prescinde dos sintetizadores, tão presentes no resto do CD. Em Little Guy from the Suburbs, Kapranos se torna o meio das atenções ao trovar de forma calma e com voz grave. Já as características da new wave do Sparks ficam claras nas batidas e no teclado de So Desu Nu, que remete à sonoridade de Depeche Mode e Devo. Na penúltima fita, os músicos dialogam com eles mesmo ao trovar Collaborations Don’t Work (colaborações não funcionam, em português). S título não é o caso desta parceria, um CD que tenta atualizar as influências dos anos 1980 — porquê a já citada new wave — e mostra que o Franz Ferdinand não é uma margem de um hit só.
