1989
(PaxAm) Em dezembro, Ryan Adams passou por um período difícil de sua vida, quando começou o processo de separação da atriz Mandy Moore (Um Amor para Morrer), anunciada em janeiro. E idade, ele sentiu tão conectado emocionalmente com o álbum 1989, de Taylor Swift, que decidiu reinterpretá-lo. Se a artista pop canta desapontamentos amorosos porquê se os tivesse superado, Adams registra as músicas porquê se desabafasse sobre o término seu casório. Na fita de fenda, Welcome to New York, ele gorjeia rouco porquê Bruce Springsteen, estilo que deixa de lado na seguinte, a introspectiva e deprê Blank Space. Em Out of the Woods, Adams erra na mão ao colocar um violão à la Coldplay e tirar as graves e sombrias batidas da original. Já em All You Had to Do Was Stay, quinta música do disco, se destacam a força e a raiva com que Adams pronuncia a termo “stay” (“fica”), um recado para a ex Mandy Moore. Foi também para mandar um recado para um ex, Harry Styles, do One Direction, que Taylor pensou a fita, mas ela entoa o verbo de maneira dissemelhante, porquê se estivesse decepcionada. A releitura surpreendente é a do hino Shake It Off. Adams bota a música de cabeça para insignificante e a redesenha com traços escuros, que ganham luminosidade com os sons do teclado anteriores aos refrãos. Em Bad Blood, outro hit de Taylor, a diferença em relação à original não é tão grande, mas sobressai o jeito meio Robert Smith, do The Cure, com que Adams canta o trecho “It’s so sad, to think about the good times, you and I”. Adams deu novidade rosto ao álbum que marca a guinada na curso de Taylor, do country para o pop, sem perder a núcleo do disco: a dor de cotovelo, cá triste do que nunca.
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Fonte: Imperdível - VEJA.com