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O Brasil perdeu a Copa muito antes de perder Neymar. Há pelo menos 10 anos, pra ser exato

A Seleção Brasileira perdeu o hexa com o pentacampeonato mundial. Como é? Sim, parece ‘non sense’ dizer isso, mas foi exatamente isso o que aconteceu. Irônico é ter sido com Felipão no comando do time, o mesmo daquela mesma conquista sobre a Alemanha na decisão. Não se engane: perdemos esse jogo de hoje, 8 de julho de 2014, no Mineirão, muito antes de perder Neymar ou Thiago Silva.

A derrota brasileira veio justamente no momento baixo do futebol alemão. Hein? Sim, a eliminação na primeira fase da Eurocopa de 2004, de maneira humilhante, fez com que os germânicos voltassem para casa e colocassem a cabeça no lugar. Dois anos antes, eles viram o sonho do tetracampeonato naufragar perante os brasileiros em Yokohama, no Japão.

Uma reformulação teve início, conforme pontuou muito bem o eterno craque alemão Paul Breitner. Um dos ‘homens fortes’ do Bayern de Munique hoje, ele explicou como o futebol alemão renasceu, em entrevista concedida à ESPN Brasil em abril deste ano, quando da sua vinda ao País. A íntegra está aí para quem quiser ver, e é uma aula de organização.

“O futebol atual é desenvolvido no plano das categorias de base com técnica, força e consciência tática. O técnico não deve ensinar o jogador a praticar o esporte”, sentenciou em uma das suas intervenções. Era como se Breitner pudesse prever que, cedo ou tarde, o futebol brasileiro fosse pagar pela sua desorganização – nem um pouco recente -, respingando na Seleção Brasileira.

“E vocês adormeceram em 2002 quando venceram a Copa do Mundo pela última vez, no Japão. Vocês dormiram e não estão olhando para fora, para o que fizemos na Alemanha. E vocês precisam fazer isto. Precisam aceitar que estão jogando um futebol do passado”, analisou. Difícil discordar, não pelo do que recente 7 a 1 sofrido, mas por uma breve busca mental por aqueles que comandam o futebol tupiniquim nas últimas décadas.

A geração que forma a atual seleção alemã na Copa do Mundo de 2014 é formada justamente por aqueles...


meninos que começaram a ser trabalhados há dez anos. Com clubes fortes, a Bundesliga desponta hoje como a liga nacional forte do mundo, como um raciocínio básico de que, com um campeonato local forte, a seleção automaticamente se tornaria forte.

E agora?

Se há um lado positivo nesta derrocada humilhante da Seleção Brasileira é a oportunidade de ouro para ser feita história no futebol nacional. Afinal, a pior derrota em cem anos de Seleção pede uma medida também histórica, não? Não devemos perder de vista que o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, não representa nenhum contato com o que pede o futebol contemporâneo. E ele será substituído por Marco Polo Del Nero, aquele que viabilizou a permanência de Marin até aqui. Ou seja, não soa como uma verdadeira evolução.

O histórico da CBF e seus desmandos não são novos, se lembrarmos, por exemplo, que a campanha da Copa de 1966 foi maculada por uma série de interesses de João Havelange, o então presidente da antiga CBD, organização pré-CBF. O time de Pelé e Garrincha ajudou a catapultá-lo ao comando da Fifa. Há até mesmo uma lei federal que não permite a interferência governamental em organizações esportivas privadas, como a CBF e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) – só esta daria um outro post.

A reflexão ao futebol brasileiro já está posta e debaterá quem desta geração da Seleção será útil para o novo ciclo até o Mundial da Rússia em 2018. Felipão não deve ficar, mas há algum técnico brasileiro que possa acrescentar algo novo, levando em conta o futebol de hoje? Perguntas e perguntas. Seria uma boa hora para uma verdadeira “revolução” nos nossos gramados.

Enquanto ela não vem, devemos aplaudir os alemães. Na derrota, planejaram o caminho para aplicar ao Brasil a sua maior vergonha. Nada vem por acaso e, brasileiros, a fonte de craques está secando a cada geração. Se a lição será útil, nós saberemos em breve.


Fonte: Blog no Brasil Post








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