EUA enviam porta-aviões ao Golfo se opção militar for necessária no Iraque
iG São Paulo
Pentágono está preparando uma série de opções para o presidente americano Barack Obama, incluindo ataques
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, ordenou o envio de um porta-aviões para o Golfo neste sábado (14), caso Washington decida agir militarmente depois que insurgentes dominaram uma série de cidades iraquianas nesta semana e ameaçaram Bagdá.
Sexta: Obama rejeita tropas no Iraque, mas considera opções contra insurgência islâmica

Combatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6)
Foto: AP

Voluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6)
Foto: Reuters

Presidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6)
Foto: AP

Imagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6)
Foto: AP

Imagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6)
Foto: AP

Muitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6)
Foto: Reuters

Forças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6)
Foto: AP

Veículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6)
Foto: Reuters

Policial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6)
Foto: AP

Famílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6)
Foto: Reuters

Refugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6)
Foto: AP

Militares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06)
Foto: AP
"A ordem dará ao comandante-em-chefe flexibilidade adicional caso opções militares sejam necessárias para proteger vidas norte-americanas, cidadãos e interesses no Iraque", disse o Pentágono em um comunicado.
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O porta-aviões USS George H.W. Bush, que está no norte do Mar Arábico, será acompanhado pelo cruzador de mísseis guiados USS Philippine Sea e o destroyer USS Truxtun, de acordo com o comunicado, acrescentando que os navios devem chegar ao Golfo na noite de sábado.
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Na sexta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos Barack Obama rejeitou o envio de tropas para o Iraque , mas disse considerar opções contra insurgência islâmica.
O Pentágono está preparando uma série de opções para Obama, incluindo ataques aéreos. Tais ações seriam destinadas a ajudar o Iraque contra militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ou ISIL.
O USS George H.W. Bush é um porta-aviões da classe Nimitz, os maiores navios de guerra do mundo, de acordo com a Marinha dos EUA. Os navios são equipados com dois reatores nucleares e podem transportar uma tripulação de cerca de 6 mil pessoas.
Política externa
A brutal insurgência do EIIL reposicionou o Iraque como prioridade na política externa americana enquanto o governo Obama debate quão profundamente intervirá no mundo. Obama apresentou sua decisão de pôr fim à guerra em 2011 como um dos maiores sucessos de seu governo.
Depois de capturar Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, e Tikrit, terra natal de Saddam, no início desta semana, a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL)prometeu levar a batalha até Bagdá e ao centro do território xiita no sul do Iraque, local onde estão os santuários mais reverenciados dessa fé.
Rouhani sugeriu que o EIIL não poderia ter obtido tais ganhos sozinho, afirmando "outras questões e coordenações estão envolvidas". Acredita-se que figuras do governo deposto de Hussein, assim como outros militantes sunitas, aliaram-se à milícia islâmica em sua campanha contra o governo de liderança xiita de Bagdá.
(Com informações da Reuters)
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo