Justiça proíbe servidores de BH em greve de impedir entrada de caminhão de lixo em aterro

Com coleta irregular, bairros acumulam sacos de lixo neste fim de semana Record Minas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que servidores da Prefeitura de BH em greve não podem impedir o acesso de funcionários da SLU (Superitendência de Limpeza Urbana) aos aterros municipais.

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Em greve, parte da categoria teria tentado impedir o descarte de lixo nos aterros Macaúbas, em Sabará, e no CRTS, na BR-040, de acordo com a Justiça. Bairros como Lagoinha (região nordeste) e Nova Cintra (oeste) têm a coleta de lixo prejudicada há uma semana.

O desembargador Armando Freire, em decisão deste sábado (24) determina que o sindicato da categoria "não impeça e, até mesmo, não dificulte o acesso". Em caso de obstrução, os aterros devem ser "pronta e imediatamente liberados, sob pena de multa de R$ 5.000 por cada hora de obstrução". O Sindibel, que representa a categoria, seria o responsável por arcar com o pagamento. Segundo o desembargador, a Polícia Militar deve intervir para liberar a passagem dos garis em caso de conflito.

Em nota, a Prefeitura de BH confirmou que "o serviço ficou prejudicado em alguns bairros da capital" e culpou o Sindibel pelo problema. "Em virtude do impedimento promovido pelo sindicato do acesso das empresas responsáveis pela coleta de lixo aos aterros".

Os representantes do Sindibel não foram encontrados neste domingo (25) para se manifestar sobre o caso.

Reivindicações

Os funcionários optaram por parar as atividades porque discordam da proposta feita pela prefeitura, que ofereceu aumento salarial de 5,56% e R$ 1 a mais no vale-alimentação.  Eles exigem 15% de reajuste e que o vale-refeição passe de R$ 17 para R$ 28, com retroativo desde janeiro de 2013.


 

Fonte: R7 - Minas Gerais