Ucrânia dá prazo a rebeldes para se desarmar ou enfrentarão ação militar

Reuters

A Ucrânia repetidamente disse que as rebeliões são inspiradas e lideradas pelo Kremlim

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Por Conor Humphries e Thomas Grove

KIEV/SLAVIANSK, 13 Abr (Reuters) - A Ucrânia deu até a manhã de segunda-feira para separatistas pró-Rússia abaixarem as armas ou eles vão enfrentar uma "operação antiterrorista de grande escala" das Forças Armadas, aumentando o risco de um confronto militar com Moscou.

O presidente interino Oleksander Turchinov deu aos rebeldes que ocupam prédios públicos prazo até as 6h (3h no Brasil) para depor as armas, após a morte de um oficial de segurança do governo e do ferimento de dois companheiros ao leste da cidade de Slaviansk.

Ativistas pró-Rússia caminham durante uma manifestação na Ucrânia (13/04)

Ativistas pró-Rússia caminham durante uma manifestação na Ucrânia (13/04)

Foto: AP

Ativistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk, neste sábado (12/04)

Ativistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk, neste sábado (12/04)

Foto: AP

Ativistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04)

Ativistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04)

Foto: AP

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)

Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)

Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)

Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)

Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)

Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)

Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)

Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)

Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)

Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)

Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia

Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)

Foto: AP

"O Conselho de Segurança Nacional e Defesa decidiu lançar um ofensiva de grande escala antiterrorista envolvendo as Forças Armadas da Ucrânia", disse Turchinov em um comunicado à nação.

Ele culpou a Rússia, que anexou a região ucraniana da Crimeia quando o ex-presidente, apoiado por Moscou, Viktor Yanukovich fugiu depois de meses de protestos pró-ocidente, de estar por trás dos rebeldes em cidades que falam russo no leste da Ucrânia.

"Não vamos permitir que a Rússia repita o cenário da Crimeia em regiões orientas da Ucrânia", disse Turchinov.

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia chamou a planejada operação militar de "ordem criminal" e disse que o Ocidente precisa controlar o aliado governo ucraniano.

"Agora é responsabilidade do Ocidente prevenir uma guerra civil na Ucrânia", disse o ministério, em um comunicado.

Um diplomata que integra o Conselho de Segurança da ONU disse à Reuters, sob condição de anonimato, que o conselho vai se reunir em Nova York às 20h (hora local) a pedido da Rússia. Outro diplomata disse que as negociações sobre a participação da Ucrânia estavam em andamento.

Mais cedo, a embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power, disse no programa "This Week", da emissora de televisão ABC", que os últimos eventos na Ucrânia indicam "o envolvimento de Moscou".

"O presidente deixou claro que, dependendo do comportamento da Rússia, sanções em energia, bancos e mineração podem estar em jogo, e há muita coisa no meio disso", acrescentou.

A Ucrânia repetidamente disse que as rebeliões são inspiradas e lideradas pelo Kremlim. Mas ações para desarmar os rebeldes podem resultar em um novo cenário, perigoso, porque Moscou avisou que vai proteger as regiões pró-Rússia, se elas estiverem sob ataque.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo