Cerca de 90% das belo-horizontinas exigem “conforto” ao comprar lingeries
Quando o assunto é lingerie, as belo-horizontinas são práticas: quanto mais confortável, melhor. De acordo com a pesquisa realizada pela UCJ (UFMG Consultoria Jr.), para aproximadamente 90% das entrevistadas, a palavra de ordem para as mineiras na hora de comprar uma calcinha nova é conforto. A grande maioria passa bem longe dos modelos mais ousados, especialmente o fio dental. Cerca de 35% não encara este tipo de lingerie nem mesmo nas ocasiões mais especiais.
A publicitária Magali Pereira também pede por “mais conforto, por favor”. Diante dos inúmeros modelos à disposição no mercado atualmente, são as peças em tecido como malha, por exemplo, que conquistam a preferência dela. Sem deixar a feminilidade de lado, ela conta que é difícil encontrar opções que associem a beleza ao toque confortável.
— Nas lojas mais tops você encontra modelos mais confortáveis, com tecidos bons, mas aí o preço não ajuda. Já nas lojas mais baratas, tem muita opção minúscula e geralmente você só encontra um modelo confortável e acaba comprando várias iguais, com cores e estampas diferentes.
O preço é mais um dos fatores levados em consideração na capital mineira na hora de comprar uma lingerie, como explica a gerente de projetos da UCJ, Cecy Nascimento. Atraídas pelas promoções, boa parte das mulheres prefere fazer grandes compras de calcinhas e “renovar o estoque” do que adquirir peças em demandas menores. Para ela, o resultado do levantamento indica que a classe feminina de Belo Horizonte são extremamente “tradicionais”. Além disso, elegem a calcinha que vão comprar de acordo com a finalidade da peça.
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—Elas têm um contraste. ma mulher belohorizontina quando pretende sair ou tem alguma ocasião especial, tende a usar lingeries com estilo, que são menores. Mas, ao mesmo tempo, elas detestam este tipo de roupa e são fãs da linha básica. As calcinhas que aceitam usar de dia, não repetem a noite.o
Atenta à tendência, a proprietária e designer da marca Potti Romã, Luiza Borges, escolheu o desafio de unir estes atributos em suas criações. Adepta dos modelos confortáveis, ela se propõe a tirar a imagem de que a calcinha mais adequada para o dia a dia ainda é “básica, sem nada interessante”, provando que é possível estar bonita sem sacrifícios.
—Você vai trabalhar, fica sentada o dia todo ou em pé o dia todo, faz atividade física, então o conforto é imprescindível. O que conseguimos foi ter este diferencial, ter uma calcinha bonita, divertida, charmosa, só que para o dia a dia.
Na Potti Romã, as calcinhas são chamadas de “Pimentas” e os sutiãs de “Chocolates". A empresária avalia que isso reflete o temperamento feminino: assim, as clientes podem escolher qual “tempero” querem vestir naquele dia. Além disso, mantém todos os modelos da marca, para que as mulheres não percam seu estilo preferido a cada troca de coleção.
— Isso é muito bacana porque ela está fiel àquele modelo que ela gosta, não tem dúvidas, aí ela vai brincando com o tipo de tecido e as cores.
