Otan suspende cooperação civil e militar com a Rússia em resposta à Crimeia
iG São Paulo
Organização também pede a generais que pensem em formas de proteger membros que se sentem ameaçados pelo KremlinA Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta terça-feira que vai suspender "toda cooperação prática militar e civil" com a Rússia por causa da ocupação e anexação da região ucraniana da Crimeia por Moscou. A organização também pediu a seus generais e almirantes que rapidamente pensem em formas para proteger membros da aliança que se sentem ameaçados pelo Kremlin de Vladimir Putin.
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A decisão foi tomada por chanceleres da Otan, que pediram à Rússia em um comunicado que "tome passos imediatos para voltar a cumprir a legislação internacional". A medida da aliança de 28 membros, a base da segurança dos EUA e da Europa desde o fim da Segunda Guerra (1939-1945), também é uma reação à sua mais crise séria em anos: os EUA e seus aliados consideram a anexação da Crimeia uma ação ilegal.
A Otan e a Ucrânia divulgaram um comunicado conjunto após um encontro de ministros em Bruxelas em que dizem que vão intensificar a cooperação e promover reformas na defesa ucraniana por meio de treinamentos e outros programas.
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O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e os outros ministros, que se reuniram a portas fechadas na sede da Otan em Bruxelas, concordaram de forma unânime nesta terça em várias medidas. Entre eles estão:

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)
Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)
Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)
Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)
Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)
Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)
Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)
Foto: AP
— suspensão de "toda cooperação prática civil e militar" entre a Otan e a Rússia. Autoridades da aliança afirmaram que contatos no nível de embaixador continuarão abertos para garantir um confiável canal de comunicação;
— o possível envio e reforço de unidades militares nos membros da Otan da região oriental, como Polônia e Estados Bálticos, que se sentem ameaçados pelas ações mais recentes de Moscou;
__ possível aumento dos níveis de prontidão para a força de resposta rápida da Otan;
__ possível revisão dos planos de resposta de crise da Otan, assim como de seu treinamento militar e dos cronogramas de exercícios.
O comandante supremo da Otan, general Phil Breedlove, e seus subordinados formularão as propostas dentro de poucas semanas e então as submeterão aos líderes políticos para sua aprovação, disse uma fonte da aliança militar.
Para assegurar os membros da organização mais próximos da Rússia e da Ucrânia, a Otan já aumentou suas patrulhas aéreas sobre o Mar Báltico e os voos de monitoramento Awacs sobre a Polônia e a Romênia.
Otan: Não há sinais de recuo das tropas russas na fronteira com a Ucrânia
Antes do encontro, o chefe da Otan, Anders Fogh Rasmussen, subestimou as informações de uma retirada militar russa das áreas ao longo de sua fronteira com a Ucrânia. O Ministério da Defesa russo disse na segunda-feira que um batalhão - cerca de 500 soldados - havia recuado.
Segundo a Ucrânia: Número de soldados russos na fronteira com a Ucrânia diminui
"Isso não é o que vemos", disse Rasmussen. "E esse massivo reforço militar de nenhuma forma pode contribuir para frear a escalada da situação - algo que todos queremos ver. Então eu continuo a pedir à Rússia para retirar suas tropas, para respeitar sua obrigação internacional e se engajar em um diálogo construtivo com a Ucrânia."
Estimados 35 mil a 40 mil soldados russos equipados com tanques, veículos blindados e aeronaves fixas ou rotatórias continuaram posicionados perto da fronteira com a Ucrânia, disse uma fonte da Otan à Associated Press nesta terça. Ele descreveu o reforço russo como "uma completa força de combate" altamente ameaçadora contra a Ucrânia.
Dúvida: A Europa conseguiria viver sem o gás da Rússia?
Em um acontecimento separado, a Rússia aumentou drasticamente o preço do gás natural que vende à Ucrânia e ameaçou reivindicar bilhões em descontos prévios, aumentando a pressão sobre o governo ucraniano.
*Com AP e Reuters
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo