UE impõe sanções a 21 russos e ucranianos por crise na Crimeia
Reuters
Imposições incluem proibição de viagens e o congelamento de bens. Reunião acontece após sair resultado do referendoOs ministros das Relações Exteriores da União Europeia concordaram em impor sanções contra 21 pessoas da Rússia e da Ucrânia nesta segunda-feira (17), incluindo proibições de viagens e congelamento de bens, disse o chanceler da Lituânia, Linan Linkevicius, por meio do Twitter.
Depois de uma reunião com cerca de três horas de duração, os 28 chanceleres da UE rapidamente chegaram a um acordo sobre a lista dos que devem ser sancionados por participação na tomada da Crimeia pela Rússia e do referendo de domingo para separar a península da Ucrânia e se juntar à Rússia.
Ele acrescentou que mais medidas podem ser tomadas dentro de alguns dias, quando líderes da UE vão se encontrar para uma reunião de cúpula em Bruxelas. Os líderes devem expandir a lista para incluir mais autoridades próximas ao presidente russo, Vladimir Putin.
Confira fotos da Crimeia após resultado do referendo

Mulher celebra com bandeira russa resultados preliminares de referendo em Simferopol, Crimeia (16/3)
Foto: Reuters

Homem pró-Rússia deposita cédula em urna durante votação sobre anexação da Crimeia pela Rússia em Bachisaray, Ucrânia
Foto: AP

Crimeia vota neste domingo se quer ou não se tornar parte da Rússia
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Uma mulher pega sua cédula de votação sobre referendo na Crimeia em Simferopol, Ucrânia
Foto: AP

Eleitor segura cédula do referendo em Simferopol, Ucrânia
Foto: AP

Mulher coloca cédula do referendo em urna eleitoral, durante votação em Simferopol, Ucrânia
Foto: AP

Novo primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov lança seu voto em assembleia de votos de Simferopol, Ucrânia
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Com sua filha, eleitor participa do referendo da Crimeia, Ucrânia
Foto: AP

Idoso participa de referendo sobre anexação da Crimeia à Rússia, em Simferopol, Crimeia
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Militares protegem o edifício do parlamento regional durante referendo da Crimeia em Simferopol
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Bandeira da Rússia na entrada do prédio do parlamento regional da Crimeia
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Os alvos na primeira fase de sanções incluem políticos responsáveis pela organização do referendo de domingo na Crimeia, quando 97 por cento dos eleitores decidiram separar a região da Ucrânia para se juntar à Rússia. A UE diz que o referendo foi ilegal e não reconhece o resultado.
Autoridades europeias disseram estar determinadas a pressionar a Rússia por suas ações na Crimeia, com a imposição de sanções, incluindo a proibição de viagens e congelamento de bens dos responsáveis. Os Estados Unidos devem tomar medidas semelhantes também nesta segunda.
Há alguns sinais de que a ameaça de sanções está gerando um impacto na Crimeia e na Rússia. Autoridades na Crimeia pediram formalmente a anexação à Rússia nesta segunda-feira, e o chefe do Parlamento local disse que seriam dispersadas unidades militares ucranianas na península.
O presidente russo, Vladimir Putin, vai discursar em uma sessão conjunta do Parlamento da Rússia na terça-feira, quando possivelmente a separação será formalizada. Se isso acontecer, é provável que a UE passe à próxima fase de sanções, logo que líderes se reunirem na quinta-feira, com a expansão da lista de nomes.
Mesmo assim, não está claro se Moscou tem qualquer intenção de recuar ou inverter o curso na Crimeia, e há indícios de que poderia ampliar sua influência em regiões de língua russa do leste da Ucrânia.
A UE disse que vai aumentar ainda mais a pressão das sanções se isso acontecer, incluindo a imposição de restrições comerciais e financeiras de maior alcance sobre a Rússia, como as impostas com sucesso contra o Irã. Embora constantemente ampliando a ameaça de sanções, a UE também tem incentivado a Rússia a negociar diretamente com a Ucrânia.
Em um sinal de que Putin pode estar se preparando para responder a essas chamadas, a Rússia apoiou nesta segunda a criação de um "grupo de apoio" internacional para mediar a crise. Mas informou que um dos objetivos do grupo seria a Ucrânia reconhecer a secessão da Crimeia, inaceitável tanto para Kiev como para a Europa, os Estados Unidos e a maior parte do mundo.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo