Rússia dá ultimato para forças ucranianas na Crimeia se renderem, diz agência
iG São Paulo
Comandante da Frota do Mar Negro da Rússia dá até 5 horas de terça-feira (0h em Brasília) para não lançar ataque militarO Exército russo deu até às 5 horas de terça-feira (meia-noite de terça-feira no horário de Brasília) para as forças ucranianas na Crimeia se renderem se não quiserem enfrentar um ataque militar na península , informaram fontes de Defesa. O ultimato, de acordo com a agência de notícias Interfax, foi apresentado por Alexander Vitko, comandante da Frota do Mar Negro da Rússia.
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O ministério não confirmou imediatamente o relato e não houve comentário imediato da Frota do Mar Negro, que tem uma base na Crimeia, onde forças russas estão no controle. "Se eles não se renderem antes das 5h de amanhã, um ataque real será iniciado contra as unidades e divisões das forças armadas por toda a Crimeia", disse a agência citando a fonte uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Mais cedo, o chanceler russo, Serguei Lavrov, prometeu que as tropas russas continuarão na Ucrânia para proteger os interesses e os cidadãos russos até "a normalização da situação política do país". Em declarações na ONU em Genebra, Lavrov também afirmou que a Rússia está defendendo os direitos humanos contra as "ameaças ultranacionalistas". O Parlamento russo autorizou o envio de soldados ao país no sábado.
"Os vitoriosos têm a intenção de usar os frutos de sua vitória para atacar os direitos humanos e as liberdades fundamentais das minorias", afirmou Lavrov em Genebra. "A violência dos ultranacionalistas ameaça as vidas e os interesses dos russos e da população falante de russo."
A Rússia está agora com o controle militar de facto da estratégica Crimeia apesar das críticas ocidentais à "violação da soberania da Ucrânia". O novo governo em Kiev, que assumiu na semana passada após a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych, ordenou a mobilização total para conter a intervenção militar.
A Ucrânia acusou a Rússia de invasão militar e exigiu que a Rússia recue suas tropas. Mas, apesar da retórica, o novo governo ucraniano e o Ocidente parecem sem nenhum poder para conter as movimentações russas.
Em Kiev, o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, afirmou que qualquer tentativa da Rússia de anexar a Crimeia fracassaria. Entretanto, ele acrescentou que, "agora, não há nenhuma opção militar sobre a mesa", pedindo em vez disso apoio econômico e político do exterior.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo