Rachaduras comprometem casas em beira de córrego

Segundo Urbel, casas estão em situação irregular Record Minas
Moradores reclamam de insetos e sujeita em córrego Record Minas

Cinco famílias que moram perto de um córrego no bairro Havaí, na região oeste de Belo Horizonte, estão em situação de risco. O local, que fica na av. Arcésio Rodrigues, está invadido pelo esgoto e, segundo os moradores, há sete anos eles precisam lidar com a sujeira, os insetos e o perigo das rachaduras nas paredes.

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A dona de casa Branca Cecília de Jesus vive no local há mais de 30 anos e sofre com as consequências da proximidade com o córrego Cercadinho. Perto do quintal, um buraco ficou no lugar de uma residência que foi demolida por risco de desabamento. Ela conta que, depois que percebeu rachaduras na sua própria casa e um buraco na lateral de uma das janelas, pediu uma vistoria na residência.

— Falaram para mim que isso vai remendar e que era para eu ficar tranquila. Eu falei que não.

Com dois filhos pequenos, Angélica Barbosa, que também mora na margem do córrego, está preocupada com o período de chuvas do fim do ano. As rachaduras não param de crescer e, no quarto onde dorme, ela precisou trocar o piso por causa de uma falha de alguns centímetros no chão. Segundo a moradora, ela também recebeu vistoria de um representante Defesa Civil, que a garantiu que não havia problemas na estrutura da residência.

— Me falaram que estava tudo bem, que a estrutura estava boa. Mas quando chove, eu sei que balança. Meu medo é isso cair comigo e com meus filhos aqui dentro. Se eles não resolverem o problema, assim que eu puder sair, eu vou sair.

De acordo com a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), as obras no córrego Cercadinho vão começar em fevereiro do ano que vem e devem durar até oito meses para ficarem prontas. Já a Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte) informou que não foram registrados pedidos de vistoria na área, mas representantes foram ao local para verificar a situação, duas semanas atrás. O órgão também informou que as ocupações pela margem do córrego são irregulares e estão sendo monitoradas.

Fonte: R7 - Minas Gerais