Ativista brasileira deixa cadeia na Russia após pagar fiança

iG São Paulo

Navio do Greenpeace foi preso em setembro depois que sua tripulação tentou escalar uma plataforma de petróleo

Depois de pagar fiança, a brasileira ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel deixou a prisão em São Petersburgo, na Rússia, nesta quarta-feira, 20. Ana é a primeira a ganhar liberdade entre o grupo de 28 ativistas e dois jornalistas detidos em setembro por protestarem contra a exploração de petróleo no Ártico.

Conheça a nova home do Último Segundo
Primeiras decisões: Rússia concede fiança a dois dos 30 presos por protesto

De acordo com a agência de notícias EFE, o valor da fiança imposto a Ana Paula Maciel é de dois milhões de rublos - o equivalente a R$ 138 mil.

"Meu coração de mãe sempre me disse para eu manter a fé”, comemorou a mãe da ativista, Rosangela Maciel. “Mal posso esperar para ter minha amada filha nos braços e em casa [...] Mas o caso ainda não terminou.”

Leia mais sobre o caso dos ativistas:

- Paul McCartney pede a Putin que ajude a libertar ativistas do Greenpeace
18 de setembro: Protesto em plataforma no Ártico termina em tiros e prisões
Porto Alegre: Família de brasileira presa na Rússia faz ato por sua libertação

Diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo disse que imagens da “nossa querida amiga Ana Paula” saindo do Centro de Detenções trará “esperança” a milhões de pessoas ao redor do mundo.

“Esperamos que os outros guerreiros tenham o mesmo destino, que possam voltar para suas famílias e que sua mensagem pelo Ártico alcance as pessoas", afirmou Naidoo, com uma ressalva: “Nenhum de nossos amigos estará, de fato, em liberdade enquanto as acusações continuarem de pé e eles não voltarem para suas casas."

O caso

O navio do Greenpeace foi capturado no dia 18 de setembro por forças de segurança russas depois que membros de sua tripulação tentaram escalar uma plataforma de petróleo para impedir a exploração de petróleo no Ártico.

As acusações variam de vandalismo a pirataria. No mês passado, 11 vencedores do prêmio Nobel escreveram ao presidente russo, Vladimir Putin, pedindo que as acusações de pirataria - consideradas duras demais - fossem retiradas.

Os 28 ativistas e dois jornalistas presos são de diversas nacionalidades: Argentina, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, Brasil, República Checa, Polônia, Turquia, Finlândia, Suécia e França.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo