Escola que custou R$ 1,2 milhão é interditada por problemas de estrutura
Cerca de 400 crianças terão salas de aula instaladas em um prédio de uma faculdade em Juatuba, na região central de Minas, já que a antiga escola recém-construída em que estudavam pode estar com a estrutura comprometida e pode ser demolida.
O construção do prédio que custou R$ 1,2 milhão foi aprovada pela antiga administração do município e as obras ficaram prontas em outubro do ano passado, quando a cidade já tinha um novo prefeito. No entanto, em fevereiro deste ano, quando os alunos começaram a ter aulas no conjunto, apareceram problemas como falta de água, tomadas com defeito e até tijolos caindo do teto.
A prefeitura da cidade decidiu verificar os laudos de construção e descobriu algumas irregularidades. Segundo a secretária de Infraestrutura Urbana, Solange Silva, o projeto arquitetônico tinha sido até assinado pelo responsável técnico da secretaria na época. A engenheira também afirma que, nas primeiras inspeções, foi descoberto que o cabeamento elétrico era passado sobre a laje do prédio sem nenhuma proteção.
O Corpo de Bombeiros chegou a interditar a escola e um cartaz avisando que não haveriam mais aulas no local foi colocado no portão. O presidente da Câmera Municipal de Juatuba, Luiz Carlos Fiedler, conta que uma CPI foi aberta para apurar as irregularidades e uma empresa especialista realizou uma avaliação no prédio. O resultado foi de que o prédio estava instável para uso: a fundação teria sido feita próxima a um rio e em cima de um aterro e a laje, as vigas e os pilares não ofereciam segurança.
O prédio corre risco de ser demolido. De acordo com o secretário de educação Islander Saliba, as crianças que estão estudando em salas improvisadas em um prédio de uma universidade podem ser transferidas no ano que vem para outras salas na Câmara Municipal ou na Prefeitura. Já o atual prefeito Pedro Magesty afirmou que pretende levar o laudo técnico até o governador para ver se é possível que haja recursos para a construção de uma nova escola.
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De acordo com o presidente da Câmara Municipal, é possível que o Ministério Público acione o prefeito da última gestão Antônio Adônis e peça o ressarcimento do R$ 1,2 milhão. Adônis, no entanto, afirma que a escola foi construída de acordo com os laudos técnicos e que a construtora teria dado cinco anos de garantia. Ele conta que pretende apresentar a denúncia para o Ministério Público e diz que a confusão não passa de disputa política.
Segundo a empresa responsável pelas obras, a construção da escola foi completamente executada de acordo com os projetos fornecidos pela prefeitura de Juatuba.
