Auxiliar de Renan diz que há tentativa de ‘transformar falha em má-fé’
iG Brasília
Bandeira de Mello diz que houve erro administrativo e que suas férias foram canceladas indevidamenteO chefe de gabinete da Presidência do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho informou que há uma tentativa de ‘transformar falha administrativa em má fé’. A afirmação foi feita em nota, após reportagem publicada pelo IG sobre a viagem feita pelo auxiliar de Renan a Paris por 24 dias, sem que fossem computadas oficialmente férias, faltas ao trabalho ou licença.
Confira a íntegra da nota:
Cumprimentando-a, dirijo-me a V.Sa. sobre a matéria intitulada “Em período de trabalho, chefe de gabinete de Renan passa temporada em Paris”, de autoria de Luciana Lima. Sobre a matéria, é necessário esclarecer o seguinte:
1. As férias (direito de qualquer trabalhador brasileiro) foram solicitadas em janeiro deste ano, quando o servidor ainda estava cedido ao Ministério da Previdência Social, e foram formalmente comunicadas pelo Ministério ao Senado no dia 23/01, expediente autuado sob o número 001.698/13-3 (doc. 1). À folha 3 do referido processo (doc. 2), vê-se que as férias foram regularmente lançadas no sistema eletrônico do Senado. A jornalista teve acesso a esses documentos, mas deixou de mencioná-los na matéria. Fez parecer que seria uma mera alegação do servidor, sem comprovação.
2. No mês de setembro deste ano, já em exercício no Senado Federal, foi solicitado o cancelamento das férias por usufruir que estavam agendadas. O cancelamento das férias foi publicado no dia 24/09 (doc. 03). Ocorre que, erroneamente, foram canceladas também as férias que já haviam sido regularmente gozadas no mês de julho, o que, evidentemente, seria impossível.
3. A jornalista teve também acesso ao extrato telefônico do servidor, quando nem mesmo ele havia sido intimado do valor total da conta. A reportagem afirma que o pagamento só foi feito após a jornalista haver questionado sobre as despesas, ignorando que só então o servidor obteve tal informação (que, aliás, é R$ 200 menor que aquele incorretamente informado na reportagem). Ao tomar conhecimento da conta, ainda que por via informal, o servidor espontaneamente recolheu aos cofres da União a íntegra do que superava a franquia de R0 (docs. 4 e 5). No serviço público federal, quando o gasto com telefone ultrapassa os limites autorizados, os valores normalmente são debitados na conta do servidor, em geral dois meses após a cobrança feita pela operadora.
4. Finalmente, a jornalista omite em sua reportagem o fato de que esse problema só surgiu há menos de dez dias (desde 24/9) e que já foi corrigido desde a publicação do boletim administrativo do Senado da data de hoje, 04/10 (doc. 6), quando a fruição das referidas férias voltou a constar regularmente na ficha funcional do servidor (doc. 7).
5. Após a entrevista, a jornalista disse que faria uma reportagem sobre o erro administrativo ocorrido, quando na verdade o texto, em especial no título e nos primeiros parágrafos, atinge a integridade do servidor. A tentativa de fazer uma falha administrativa parecer um ato de má-fé, em particular quando o servidor em questão tem quase 40 dias de férias acumuladas, boa parte dos quais expira ao final do ano, e que não são conversíveis em dinheiro, só demonstra que não foi propriamente a verdade que norteou a redação da reportagem.
Anexa-se a esta mensagem os documentos que comprovam estas alegações e que foram mostrados à jornalista. Peço a gentileza que esta minha resposta seja publicada ao final da reportagem on-line.
Assino esta resposta em nome próprio, lamentando profundamente o ocorrido.
Com meus cumprimentos,
Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo