Governo do Egito debate destino de Irmandade Mulçumana
Reuters
Cairo vive dia de calma após tensões dos últimos dias, com protestos contra a queda do presidente Morsi
O vice-primeiro-ministro do Egito, Ziad Bahaa el-Din, irá propor uma maneira de acabar com o confronto sangrento entre as forças de segurança e a Irmandade Muçulmana, que apoia o presidente deposto Mohamed Morsi, neste domingo, quando o gabinete irá discutir a crise.
Mas suas ideias parecem ir contra a sugestão do primeiro-ministro para dissolver a organização islâmica.
Reação: Egito avalia dissolver Irmandade Muçulmana
As autoridades declararam estado de emergência, após centenas de pessoas terem sido mortas em ataques na quarta-feira em dois protestos no Cairo para exigir a reintegração de Morsi.
A proposta do vice-primeiro-ministro, um liberal, exige o fim imediato do estado de emergência, a participação política de todos os partidos e garantias dos direitos humanos, incluindo o direito à liberdade de reunião.
A Irmandade informou que vai manter os protestos em massa até Morsi, derrubado pelo exército em 3 de julho depois de enormes manifestações contra ele, ser libertado da prisão e voltar para o gabinete.
As frenéticas ruas da capital, excepcionalmente vazias nos últimos dias, voltavam ao normal neste domingo, apesar de o exército manter várias grandes praças fechadas e determinado toque de recolher durante a noite.
Reavaliação da UE
A União Europeia vai rever a sua relação com o Egito nos próximos dias, informaram os 28 membros do bloco neste domingo.
Em comunicado, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelaram a todos os lados no Egito que mostrem moderação para evitar uma nova escalada da violência.
"Juntamente com os seus estados membros, a UE urgentemente reavaliará nos próximos dias as suas relações com o Egito e adotará medidas que busquem esses objetivos", diz o comunicado.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo