Manifestantes ainda ocupam PBH e avenida Afonso Pena nesta terça
Vários manifestantes ainda ocupam a sede da Prefeitura de Belo Horizonte na manhã desta terça-feira (30). O protesto, que foi iniciado no começo da tarde dessa segunda (29), é realizado por integrantes de famílias integrantes de ocupações populares da capital mineira.
Além da sede ainda estar tomada pelos manifestantes, outras pessoas montaram barracas na avenida Afonso Pena, onde o trânsito está interditado no sentido Mangabeiras. A retenção já causa longo congestionamento em toda a região central de Belo Horizonte.
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Essa é a segunda vez que o grupo interdita a avenida Afonso Pena. No final da noite dessa segunda, parte dos integrantes fechou a avenida nos dois sentidos para pedir a liberação da entrada de água e comida para quem conseguiu ocupar a sede do Executivo municipal.
O protesto
Cerca de 200 pessoas estão no prédio da administração - 70 no saguão em frente ao gabinete de Lacerda e os demais divididos nas entradas da avenida Afonso Pena e da rua Goiás.
As famílias integrantes de ocupações populares da capital rejeitaram deixar o prédio, após a marcação de uma reunião entre o prefeito Marcio Lacerda (PSB) e integrantes do Conselho Municipal de Habitação no próximo dia 8 de agosto.
Segundo o advogado Joviano Mayer, das Brigadas Populares, as famílias das ocupações Dandara, Eliana Silva, Camilo Torres, Irmã Dorothy e Ziláh Spósito querem se reunir diretamente com o prefeito, não somente através do conselho. Em encontro com a Assembleia Popular Horizontal no mês passado, Lacerda prometeu agendar a reunião com as famílias, o que até agora não foi feito. Segundo a prefeitura, os representates das ocupações foram convidados a participar desta reunião.
— Ele assumiu o compromisso com a Assembleia Popular Horizontal, protocolamos o pedido há dez dias e até agora nada. Proibiram a entrada de alimentos e água, tem mães que não conseguem amamentar seus filhos. Um grupo tentou levar comida lá pra dentro, mas a Guarda Municipal não deixou.
Os grupos querem reuniões separadas para decidir pautas que se arrastam sobre a questão habitacional.
— O pessoal da Dandara quer a desapropriação. No Barreiro, que a prefeitura desista da ação de despejo. Cada grupo tem uma saída.
