Atlético é Bicampeão Mineiro – Confira detalhes e Poster!

Em jogo com três pênaltis, time celeste faz 2 a 1, com dois de Dagoberto. Time precisava fazer 3 a 0 para o título, pressiona, mas não consegue

Os dois times dividem os corações dos torcedores mineiros. De um lado, aqueles da camisa azul e branca. Do outro, os que usam a de listras pretas e brancas. Mas, no principal e maior palco do futebol no estado, eles não estavam em igualdade. Nas arquibancadas, quase 90% vestiam a camisa estrelada. Em campo, eles estavam em igualdade, mas, quem comemorou no Mineirão foi a pequena parte que vestia a camisa preta. Apesar da vitória de 2 a 1 do Cruzeiro no clássico, o título ficou com o Galo, que, no primeiro jogo, venceu por 3 a 0.
Para chegar ao título, o Cruzeiro precisava do mesmo placar, pelo menos. Como teve a melhor campanha na fase classificatória, jogava por dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols. A pressão foi grande, mas, o anticlímax para a torcida do Cruzeiro veio no pênalti convertido por Ronaldinho Gaúcho, aos 32 do segundo tempo. Resultado que confirmou o título do Galo.
O Cruzeiro dominou e passeou na metade inicial do clássico. O técnico Marcelo Oliveira fez a lição de casa durante a semana e, como bons alunos, os jogadores entenderam o recado: não deixaram espaço para o Atlético-MG fazer a tradicional blitz de todos os jogos, quando envolve o adversário do começo ao fim. Com marcação precisa, travou as saídas de bola do Galo. Ronaldinho Gaúcho, que distribuiu e comandou a vitória no primeiro jogo, mal apareceu. Resultado: dois gols, aos 18 e 31 minutos, de Ricardo Goulart, ambos de pênalti.

CLIQUE AQUI E ACOMPANHE MINUTO A MINUTO DO CLÁSSICO

Título estadual definido, as duas equipes, agora, se dedicam nesta semana a competições diferentes. O Cruzeiro, na quarta-feira, pega o Resende, no segundo jogo da segunda fase da Copa do Brasil, às 22h (de Brasília), no Mineirão. No dia seguinte, quase na fronteira com os Estados Unidos, o Galo pega o Tijuana-MEX, às 21h30m, na primeira partida das quartas de final da Taça Libertadores.
Dizem os cruzeirenses: valeu Gilberto Silva e Richarlyson

O Cruzeiro entrou em campo com um número na cabeça: o três. Três que foi o placar que o rival Atlético-MG construiu no primeiro jogo da final, no Independência, e o mesmo resultado que precisaria fazer neste domingo, agora em casa, no Mineirão. Com isso, partiu para cima desde os minutos iniciais. E a primeira boa chance foi do time de azul. Tardelli, que perdeu a bola aos oito minutos, permitiu um contra-ataque do Cruzeiro, quase mortal. Dagoberto lançou Borges, que deu um chute rasteiro, com boa defesa de Victor.
E o Cruzeiro continuou sua blitz. Com velocidade nas saídas e boa marcação, não dava espaços ao Atlético-MG. Pressionado, o time alvinegro deu espaço para a imprudência. Aos 18 minutos, Dagoberto entrou na grande área. Gilberto Silva, que foi dar combate, derrubou o jogador na grande área. Pênalti claro e indiscutível. O próprio atacante bateu. Bola de um lado, Victor para a outro. E o Mineirão, predominantemente azul, se explodiu em alegria.

O número três, aquele tão perseguido pelo Cruzeiro, se aproximava. Talvez nem mesmo os cruzeirenses em campo e os da arquibancada podiam esperar que ele se aproximasse tão rápido. E, de novo, de uma atitude infantil por parte da marcação do Atlético-MG. Agora, com Richarlyson. Aos 31, de costas para Borges, o lateral-esquerdo solou o pé do atacante. Muita reclamação dos jogadores do Atlético-MG, mas o lance não permitia discussão. A penalidade foi clara. Dagoberto, de novo ele, foi para a cobrança. No “reencontro” com Victor, se deu bem mais uma vez. 2 a 0. E o número três se aproximava, para esperança dos cruzeirenses. E agonia dos atleticanos.

R10: a segurança para o título

As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem mudanças. Na verdade, só na postura. E isso já foi uma grande diferença. Mais agressivo, o Atlético-MG, já aos 15 minutos, chegou ao gol de Fábio com uma frequência que não aconteceu ao longo de todos os 45 da etapa anterior. E tome susto para o Cruzeiro, principalmente com uma bola na trave de Jô, aos 13.  Para o Cruzeiro, a busca para chegar ao terceiro gol começava a ganhar ares dramáticos. Até porque, da mesma forma que aconteceu no Independência, ele teve dificuldades em chegar à meta adversária.
À medida que o relógio corria, o Atlético-MG continuava a pressão. E Ronaldinho Gaúcho, apagado durante quase toda a partida, começava a aparecer. E foram dos pés dele, sempre ele, que saiu a tranquilidade que confirmou o título do Galo. Aos 32 minutos, Léo empurra Luan, fora da área, e Egídio termina de fazer a falta, agora, dentro do setor de Fábio. Pênalti. Mais um. Ronaldinho Gaúcho na cobrança. Se marcasse, afastaria de vez a chance de o Cruzeiro chegar ao terceiro gol. Se perdesse, poderia dar fôlego ao rival. Mas ele não titubeou. Com categoria, marcou o gol que deu a segurança para o título do Galo.
Já aos 44 minutos, Luan ainda fez uma falta desnecessária em Dagoberto, com um carrinho por trás. Leandro Pedro Vuaden, em cima do lance, deu o vermelho no ato. Para piorar, a partir desse lance começou uma confusão em campo, com jogadores reservas entrando em campo para discutir.

POSTER DO GALO CAMPEÃO:



Fonte: Globo Esporte


Fonte: Vitrine Santa Luzia