‘Não é nada grave’, diz juiz sobre jurado que passou mal e suspendeu julgamento

Carolina Garcia e Wanderley Preite Sobrinho

Análise do massacre do Carandiru deve terminar até a noite de sexta-feira, segundo previsão do magistrado José Augusto Marzagão. Sessão foi interrompida após homem passar mal

Suspenso até a próxima quinta-feira (18), o julgamento do massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992, deve terminar até a noite de sexta-feira. A previsão é do juiz José Augusto Marzagão, que condiciona sua expectativa à necessidade de que os trabalhos sejam retomados amanhã a partir das 9h. A decisão, no entanto, cabe à equipe médica do Tribunal de Justiça de São Paulo, que recomendou repouso ao jurado, de identidade preservada, que passou por um mal estar logo pela manhã.

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A suspensão temporária foi informada pela assessoria de imprensa do Tribunal por volta das 10h45. Marzagão recebeu a notícia antes do início da sessão, quando foi conversar com os sete jurados, como costuma fazer desde a segunda-feira. “Não é nada grave”, garantiu o magistrado. “Pelo jurado, ele voltava, mas o médico vetou.”

Jornalistas esperam informações sobre a sequência do julgamento, nesta quarta-feira, em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda

Jornalistas esperam informações sobre a sequência do julgamento, nesta quarta-feira, em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda

Foto: Carolina Garcia

Fachada do Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, neste terça-feira, no segundo dia de julgamento do massacre do Carandiru

Fachada do Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, neste terça-feira, no segundo dia de julgamento do massacre do Carandiru

Foto: Tércio Teixeira/Futura Press

Julgamento dos 26 policiais militares acusados de envolvimento no Massacre do Carandiru, realizado no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo

Julgamento dos 26 policiais militares acusados de envolvimento no Massacre do Carandiru, realizado no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo

Foto: Tércio Teixeira/Futura Press

Na manhã desta segunda-feira (15), seis homens e uma mulher foram sorteados para formar o novo conselho de sentença que vai julgar os 26 acusados

Na manhã desta segunda-feira (15), seis homens e uma mulher foram sorteados para formar o novo conselho de sentença que vai julgar os 26 acusados

Foto: Tércio Teixeira/Futura Press

Major Olímpio em coletiva antes do julgamento dos 26 policiais militares acusados de envolvimento no massacre do Carandiru

Major Olímpio em coletiva antes do julgamento dos 26 policiais militares acusados de envolvimento no massacre do Carandiru

Foto: Tércio Teixeira/Futura Press

De acordo com juiz, “os médicos não deram o diagnóstico”: “O paciente está sendo supervisionado, mas não podemos adiantar os sintomas.” As famílias de todos os componentes do júri foram comunicadas afim de “acalmá-las”.

Embora ache pouco provável, o juiz adiantou que, se o estado de saúde do paciente piorar e houver a necessidade de cancelar o juri, o julgamento “volta à estaca zero”. “Se for cancelado o julgamento, o trabalho será perdido”, previu.

“A prioridade é a saúde do jurado, mas estou esperançoso de que vai haver essa melhora.” O julgamento continuará a partir da leitura das peças do processo, interrompida na noite de ontem. “Se o julgamento recomeçar às 9h, na sexta-feira acredito esse processo terá seu fim”, concluiu.

No dia 8 de abril, o júri também precisou ser adiado após uma jurada passar mal . Naquela ocasião, também após conclusão médica, a mulher não pode seguir no júri e o Conselho de Sentença precisou ser dissolvido, provocando o adiamento.

Segundo funcionários do tribunal, a interrupção é uma cautela do magistrado, que buscaria evitar novo adiamento. Nesta quarta-feira, o julgamento deve entrar na fase final com o interrogatório de quatro policiais militares que participaram da invasão ao complexo penitenciário em 1992.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo