Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura » Porquê fica a corrida pelo Oscar depois o SAG?

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A corrida pelo Oscar ganhou mais um capítulo importante com a realização da 25ª edição do Prêmio do Sindicato dos Atores, SAG na sigla em inglês. A glorificação de “Pantera Negra”, escolhido o melhor elenco do ano desbancando produções tidas porquê mais premiáveis porquê “Nasce uma Estrela” e “Infiltrado na Klan” bombam as chances do longa no Oscar –  ao qual concorre em sete categorias.

Mandatory Credit: Photo by Michael Buckner/Variety/REX/Shutterstock (10072664gq) Cast of 'Black Panther' 25th Annual Screen Actors Guild Awards, Show, Los Angeles, USA - 27 Jan 2019

Somente 11 dos 23 vencedores prévios do SAG de melhor elenco venceram o Oscar de Melhor Filme. Ou seja, a frieza da estatística não joga em prol do filme da Marvel, mas o traje de um filme de super-herói, comemorado por sua representatividade, conseguir vencer um prêmio da indústria pelo trabalho de seu elenco, mostra que há esteio suficiente à obra e que o longa pegou na temporada de premiações.

A premiação do sindicato dos atores é considerada um termômetro confiável para as categorias de atuação no Oscar, mas nos últimos anos houve qualquer distanciamento entre as premiações. Em 2019, cinco dos 20 indicados ao Oscar não foram nomeados ao SAG. Emily Blunt, vencedora neste domingo porquê atriz coadjuvante por “Um Lugar Soturno” não está entre as finalistas no prêmio da Ateneu de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

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Mas o que essas vitórias, e mais as de Rami Malek por “Bohemian Rhapsody”, Glenn Close por “A Esposa” e Mahershala Ali por “Green Book” significam?

Talvez as derrotas sejam mais eloquentes. “Nasce uma Estrela” juntou-se a “Na Natureza Selvagem” (2007), “Manchester à Beirada-Mar” (2016) e “O Sigilo de Brokeback Mountain” (2005) porquê os maiores derrotados da história da premiação. Todos receberam quatro indicações e não converteram nenhuma delas em vitória.

O longa de Bradley Cooper, esnobado na categoria de direção no Oscar, parece caminhar para somente uma vitória, em Melodia Original. Uma perspectiva muito distinta do nepotismo integral e delirante maduro lá em novembro.

Emily Blunt foi a maior supresa da noite Fotos: reprodução/TNT

Emily Blunt foi a maior supresa da noite
Fotos: reprodução/TNT

Em todos esses anos, exclusivamente dois filmes que não tiveram seus elencos indicados a Melhor Elenco venceram o Oscar de Melhor Filme. “Coração Valente” em 1996 e “A Forma da Chuva” em 2018. “Vice”, “Roma”, “A Favorita” e “Green Book” são alguns dos principais favoritos deste ano e não foram lembrados na categoria de Elenco pelo sindicato.

Esse cenário, coligado à desidratação da candidatura de “Nasce uma Estrela”, contribui para a percepção de uma corrida totalmente ocasião. “Roma” ganhou o Critic´s Choice, enquanto “Green Book” ficou com o Mundo de Ouro de comédia e o PGA (sindicato dos produtores), e “Bohemian Rhapsody”, inesperadamente faturou o Mundo de Ouro entre os dramas. Com a expectativa de que “A Favorita” triunfe no Bafta, a corrida fica tão ensejo que o espeque dos atores, maior colegiado da Ateneu, a “Pantera Negra” pode ser um fator decisivo em um Oscar que promete ser o mais pulverizado dos últimos anos.

 

As certezas

Glenn Close praticamente solidificou sua vitória no Oscar por “A Esposa”. A teoria de que o prêmio a distingue também pela claro curso foi comprada pela indústria e ela é, neste momento, a maior certeza entre as categorias de atuação.

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Mahershala Ali caminha com tranquilidade para invadir seu segundo Oscar, dois anos depois do primeiro, por “Green Book”. O trabalho dele é tão superior aos demais (bons) concorrentes que parece não possuir nenhum embaraço em premiar novamente um ator relativamente pouco testado no cinema tão rapidamente.

As dúvidas

Rami Malek triunfa no SAg por seu papel em "Bohemian Rhapsody"

Rami Malek triunfa no SAg por seu papel em “Bohemian Rhapsody”

O triunfo de Emily Blunt entre as coadjuvantes, categoria mais reconfigurada no Oscar, com as presenças de Marina de Tavira (“Roma”) e Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) nos lugares de Blunt e Margot Robbie (“Duas Rainhas”), joga mais incertezas na categoria mais ocasião de todas.

King foi premiada no Mundo de Ouro e no Critic´s, mas deixada de fora nas duas premiações da indústria antes do Oscar: O SAG e o Bafta. Ela acabou indicada reforçando o poder persuasivo dessas premiações, mas terá espeque suficiente para vencer? Amy Adams já acumula largo currículo de indicações, mas em um ano em que Glenn Close já se beneficia da lógica de prêmio pela curso, ela pode ter que esperar. Rachel Weisz, que ganhou na única vez que foi indicada, por “O Jardineiro Leal” em 2006, também pode lucrar buzz com um eventual triunfo no Bafta. É justamente ela e sua parceria de cena, Emma Stone, que ostentam os melhores trabalhos na categoria. Em meio a tantas dúvidas e ilações, isso pode chegar.

Já entre os atores, Rami Malek que está fazendo campanha com paladar, assume a frente na corrida. Exclusivamente cinco vezes em 24 anos o vencedor dessa categoria não triunfou no Oscar. É um prospecto muito bom para Malek.

Se Christian Bale (“Vice”) – o único já oscarizado na categoria – ainda não pode ser descartado, Bradley Cooper pode se beneficiar justamente por ter sido esnobado na categoria de direção. Há muita resistência a “Bohemian Rhapsody” e a legalização da atuação problemática do ator enseja a incerteza: até que ponto o peso da personalidade retratada pode e deve influenciar nas escolhas da premiação? O SAG optou pelo iluminado Freddie Mercury em detrimento do obscuro Dick Cheney. O Oscar fará o mesmo?


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