Colunista do The Washington Post discute sexismo na cobertura de mulheres na política – Novo em Folha
“Se você acha que o tratamento midiático da campanha presidencial de Hillary Clinton não foi seriamente arruinado pelo sexismo, por obséquio, dirija-se diretamente às mídias sociais, à Fox News, ao meu email ou a qualquer lugar onde os trolls se reúnam.”
A frase supra foi escrita por Margaret Sullivan, colunista de mídia do jornal The Washington Post, em cláusula que questiona qual será o tratamento oferecido pela mídia setentrião-americana às candidatas mulheres que disputarão as eleições presidenciais de 2020.
Ao sustentar que, ainda em 2016, a candidata do partido democrata saiu em desvantagem por conta de seu gênero, Sullivan menciona o destaque oferecido pela prelo à sua risada (“de feitiçeira”, reproduz a colunista), à sua suposta falta de resistência e ao seu himeneu, detalhes esses que não encontravam equivalência em reportagens sobre o logo candidato Donald Trump.
“Na política, porquê em muitas outras esferas, as mulheres são esmagadas muito mais do que seus pares masculinos por peculiaridades de personalidade, vulnerabilidades e ações de todos os tipos”, diz.
A colunista ainda cita as senadoras Kamala Harris e Kirsten Gillibrand. Ambas já demonstraram intenção de concorrer à presidência em 2020 e ocuparam o noticiário recente em função de acontecimentos de menor relevância: enquanto Harris teve sua vida amorosa analisada, Gillibrand virou manchete ao permanecer em incerteza se deveria usar um garfo ou as mãos para consumir frango frito.
“Sim, somos uma sociedade sexista, e a mídia reflete e amplifica isso”, afirma Sullivan. Em 2010, pesquisa da Universidade de Harvard revelou que os eleitores sentiam desprezo e raiva por mulheres “que buscam poder”, mas, em contrapartida, viam homens que o buscavam porquê fortes e competentes.
A pilar ainda menciona o editor de política do New York Times, Patrick Healy, que no último dia 12 afirmou, em seu Twitter, ter se contrito de descrever a risada de Clinton de forma pejorativa, mas que via a cobertura das duas campanhas porquê justas e também agressivas. Sullivan discorda.
“Um tratamento equilibrado de um fenômeno desequilibrado distorce a veras”, afirma em referência ao observador político Norman Ornstein.
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