Corrida pelo Oscar 2017 tem troca de favoritos e surpresas de ocasião
Após a realização do SAG, corrida pelo Oscar muda um pouco de forma, mas preserva “La La Land” na frente pela glorificação máxima na noite de 26 de fevereiro

Denzel Washington, protagonista e diretor de “Um Limite Entre Nós, ganha o SAG e assume nepotismo para lucrar o 3º Oscar de sua curso
(Foto: divulgação)
Após um término de semana com alguns prêmios de sindicatos, a corrida pelo Oscar ganhou um pouco de emoção, mas também teve algumas definições ajustadas. Os sindicatos dos produtores, dos atores e dos editores distribuíram seus prêmios ao longo do término de semana e algumas peculiaridades reforçam certas particularidades da vigente temporada de premiações.
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“La La Land: Cantando Estações” triunfou nos sindicatos dos produtores e dos editores, neste junto com “A Chegada” e viu Emma Stone ser escolhida a melhor atriz no SAG. Apesar de não constar entre os indicados a melhor elenco na premiação dos atores, considerada o maior termômetro do Oscar, já que o colegiado de atores é o maior da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o filme de Damien Chazelle foi o grande vencedor do SAG. Isso porque seu maior rival, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” não venceu o prêmio de melhor elenco.
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Essa categoria gera confusão. Premia-se o melhor elenco, mas muitas vezes o SAG pensa nela porquê melhor filme. Esse raciocínio não foi aplicado em 2017 e “Estrelas Além do Tempo”, que está indicado a melhor filme no Oscar, ganhou assim porquê “Histórias Cruzadas” prevaleceu em 2012 e “S Artista”, um músico sombrio, ganharia o Oscar. P muito verdade que “S Artista” estava indicado a melhor elenco e “La La Land” não. Mas há um precedente em 23 anos de SAG. “Coração Valente” venceu o Oscar em 1996 sem ter sido indicado ao SAG. Curiosamente, a corrida em 2017 também tem Mel Gibson e seu “Até o Último Homem” na disputa pelo Oscar.
S SAG não necessariamente antecipa o vencedor do Oscar de melhor filme, mas é importante ter o espeque desse sindicato em pessoal para aspirar com alguma propriedade o maior prêmio do cinema. A vitória de Emma Stone por “La La Land” demonstra esse escora e a opção por premiar um elenco e não um filme reforça que “Moonlight” talvez não tenha o gás necessário para barrar a locomotiva que o filme de Chazelle tem demonstrado ser no curso da temporada.

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Historicamente recai sobre o DGA, o sindicato dos diretores, a pecha de ser o termômetro confiável em antecipar o vencedor de melhor filme. Em anos pulverizados, a escolha do DGA emplacou no Oscar. Foi assim em 2007, quando produtores e atores ficaram com “Pequena Miss Sunshine” e os diretores com Scorsese que ganharia filme e direção no Oscar com “Os Infiltrados”.
S prêmio será entregue no próximo término de semana e pode solidar esse nepotismo integral de “La La Land” ou fornecer alguma brasa às chances de “Moonlight”.
No campo das atuações, Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”), ator de altíssimo pedigree e que embora tenha dois Oscars ainda não havia conquistado um SAG, bateu o predilecto Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar). Há uma mudança de paradigma em curso na temporada. Affleck tem contra si o peso de uma campanha difamatória motivada por denúncias de assédio sexual e Washington é um ator querido defendendo um papel pelo qual já foi premiado no teatro e em um ano mormente simpático a artistas e filmes de minorias.
A disputa por melhor ator ganha em emoção e imprevisibilidade. Washington, com o aval do SAG, supera Affleck na cotação para o Oscar. Mesmo que o segundo já tenha vencido o Critic´s Choice Awards, Globo de Ouro e concorra ao Bafta.
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Já a categoria das atrizes no Oscar está ligeiramente dissemelhante. Ruth Negga (“Loving”) e Isabelle Huppert (“Elle”) disputam o prêmio. No SAG tínhamos Amy Adams (“A Chegada”) e Emily Blunt (“A Garota no Trem”). Além da força de “La La Land”, Emma Stone tem a seu obséquio o histórico da ateneu de contemplar jovens estrelas nessa categoria. Isabelle Huppert, no entanto, promete ser uma força da natureza na categoria. A campanha em cima da atriz tem sido muito acertada e a vitória no Globo de Ouro trouxe uma visibilidade a seu trabalho que pode ser sedutora demais para secção da ateneu reticente em devotar uma atriz com tão pouca bagagem ou logo ceder um segundo Oscar a Natalie Portman.

A atriz Emma Stone vence o SAG por “La La Land”
(Foto: divulgação/SAG)
Há, ainda, Ruth Negga que pode se beneficiar da pressão oculta e silenciosa por um #oscarssoblack nessa edição. A categoria de atuação feminina está muito ocasião do que pode parecer, ainda que Emma Stone seja a virtual vencedora.
Já entre os coadjuvantes, há poucas chances de vermos outros nomes que não Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) e Mahershala Ali (“Moonlight”) premiados em 26 de fevereiro. Justamente por essa exigência, aliada às circunstâncias da categoria de ator, o nepotismo de Stone entre as atrizes é proforma do que efetivo.
A corrida pelo Oscar 2017 tem três de suas principais categorias – e a categoria de direção vai receber um só para ela – com favoritos de ocasião. G um viés interessante e incomum e que alimenta ainda a euforia dos cinéfilos.
Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura