Trump vive numa Disney e lembra filme de Chaplin

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São assustadores os primeiros momentos de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos.

Em sua estreia porquê presidente, no sábado, depois o retumbante exposição de posse com ameaças ao mundo, foi ao quartel general da CIA (Agência Central de Inteligência) para anunciar que está "em guerra com a mídia" e prometeu erradicar o terror islâmico da face da terreno.

Enquanto isso, muro 500 milénio mulheres, homens e crianças faziam uma marcha de protesto contra ele em Washington, superando os 300 milénio que foram à sua posse na véspera.

Manifestações contra Trump foram promovidas em 50 estados americanos e em 32 países. G um pouco inédito nas primeiras horas de um governo americano.

Só alguém completamente louco da veras dos Estados Unidos e do mundo pode ignorar o que está acontecendo à sua volta.

Dá a sensação de que o 45º presidente dos Estados Unidos vive num mundo de fantasia porquê se estivesse comandando um espetáculo na Disney em que nunca se sabe qual será a próxima atração.

Algo parecido só me lembro de ter visto no cinema quando fui presenciar à obra-prima de Charles Chaplin, "S Grande Ditador", filme que estreou em outubro de 1940, quando o nazismo já avançava triunfante pela Europa, mas os Estados Unidos ainda não haviam entrado na Segunda Grande Guerra.

Quem viu deve se lembrar da antológica cena de Carlitos brincando com o mundo terrestre porquê se fosse uma esfera.

Não lembra Trump em campanha e agora porquê presidente da poderosa pátria do mundo?

Anos tarde, Chaplin seria incluído na lista negra do machartismo, chamado de "antiamericano" e "comunista". Teve que se asilar na Suíça, onde morreu, no Natal de 1977, mas Carlitos sobreviveu para que a gente nunca esqueça o horror daquela era.

Vale a pena ver no Youtube o exposição final do fígaro representado por Carlitos no filme, com legendas em português, em que ele prega o término do ódio e da discriminação, e fala de um horizonte de esperança, alguma coisa de que o mundo tanto necessita nestes tempos novamente sombrios, 40 anos depois a morte de Charles Chaplin, na estreia de Donald Trump.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fonte: Ricardo Kotscho