Minas já tem 110 casos suspeitos de febre amarela

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Em boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (12), a Secretaria de Saúde de Gerais (SES-MG) informa que o número de casos suspeitos de febre amarela no estado já somam 110 levante ano. Destes, 20 são tratados porquê casos prováveis, cujos pacientes apresentaram examinação laboratorial preparatório positivo. No entanto, a confirmação final demanda investigação de outros fatores. Os outros 90 casos ainda estão sendo analisados.

S governo mineiro também informa que, dos 30 óbitos suspeitos, 10 já são considerados prováveis. As mortes ocorreram nos municípios de Ladainha, Ubaporanga, Ipanema, Itambacuri, Malacacheta e Piedade de Caratinga. A recomendação para a população é manter em dia a vacinação contra febre amarela, disponibilizada gratuitamente nos os de saúde através do Sistema Único de Saúde (SUS). A emprego ocorre em ração única, devendo ser reforçada em seguida 10 anos.

No caso de recém-nascidos, é administrada uma ração aos nove meses e um reforço aos quatro anos. Mas, porquê se trata de uma situação atípica, que inspira cuidados, nas regiões afetadas, bebês com seis meses estão recebendo duas doses com pausa de 30 dias.

A SES-MG alerta que pessoas que nunca se imunizaram contra a febre amarela e moradores das áreas suspeitas devem se vacinar com urgência. Quem for viajar a estes locais deve ir ao o de saúde com 10 dias de antecedência. S governo mineiro está realizando vacinação domiciliar nas regiões distantes do meio das cidades com registro da doença. Esta é, porém, uma medida complementar. A recomendação é que a população em universal se dirija a um o de saúde.

S Ministério da Saúde enviou 285 milénio doses da vacina, para substanciar o estoque de 280 milénio que já possuía. S governo mineiro afirma que não há risco de desabastecimento, mas informa que as prefeituras devem se organizar para solicitar o quantitativo suficiente. "Pode possuir a falta pontual em alguns municípios, pois alguns não dispõem de estrutura para armazenar grande quantidade da vacina", disse a SES-MG em nota.

Nesta quinta-feira (12), o governador Fernando Pimentel participou de seminários sobre o matéria em Caratinga, no Vale do Aço, e em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, duas regiões afetadas. Os eventos mobilizaram representantes de 152 municípios, onde vivem aproximadamente 2,4 milhões de pessoas.

Também foi lançada uma página peculiar onde a SES-MG disponibiliza orientações sobre vacinação, dicas de prevenção, respostas para as perguntas frequentes e esclarece dúvidas da população. S objetivo é combater mitos, dar as últimas notícias sobre o tema e oferecer informações claras à comunidade.

Transmissão rústico

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, da América Central e da África. No meio rústico e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em dimensão urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e febre chikungunya.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, todos os casos suspeitos em Gerais são considerados de transmissão silvestre.

Com o risco de volta da febre amarela urbana, a SES-MG reforça o pedido à população para adotar medidas de combate ao vetor Aedes aegypti, eliminando seus criadouros. No caso do Haemagogus, não se recomenda o controle do vetor. Além de tomar a vacina, no meio rústico, as pessoas podem fazer uso de repelentes e roupas compridas.

As primeiras manifestações da doença são repentinas e caracterizadas por febre subida, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria das pessoas infectadas apresenta melhora depois três dias, se recupera, e cria isenção contra o vírus.

A forma grave se manifesta depois o paciente apresentar um breve período de muito-estar. Nesses casos, podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

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Fonte: LeiaJá - Ciência e Saúde