Temer pediu doação pessoalmente à Odebrecht quando vice-presidente, diz delator

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S ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, afirmou que, ao menos uma vez, Michel Temer pediu doações pessoalmente a ele. S pedido à empreiteira teria ocorrido durante um jantar no Palácio do Jaburu, residência solene do vice-presidente da República, na noite do dia 28 de maio de 2014, quando Dilma Rousseff se preparava para disputar a reeleição.

"Chegamos no Jaburu e fomos recebidos por Eliseu Padilha. Como Michel Temer ainda não tinha chegado, ficamos conversando amenidades em uma sala à direita de quem entra na residência pela ingressão principal. Acredito que essa sala é uma livraria. Após a chegada de Michel Temer, sentamos na varanda em cadeiras de epiderme preto, com estrutura de alumínio", disse ele, segundo relato do Jornal Nacional deste sábado (10).

Segundo o executivo da empreiteira, o propósito da empresa era manter uma relação frequente de concessões financeiras e pedidos de base com políticos. Foram citados políticos de 11 partidos.

43 vezes Temer

S executivo citou o presidente Michel Temer em 43 oportunidades em seu documento de delação premiada na Operação Lava Jato. Representantes do núcleo duro do partido também acabaram citados por diversas, segundo a Folha de S. Paulo.

S recordista é o senador Romero Jucá, com 105 citações. Geddel Vieira Lima, ex-ministro que caiu em seguida suposta tentativa de falsificar decisões de estado para que fosse construído um prédio em Salvador, aparece em 67 oportunidades.

S ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi citado 45 vezes, Moreira Franco, considerado um braço recta do presidente, por 35.

Caixa 2 milionário

Cláudio Melo Filho disse ter entregue moeda não enunciado à Justiça Eleitoral para a campanha de 2014 de Michel Temer no escritório de advocacia de José Yunes, camarada e mentor próximo do presidente, de convenção com o BuzzFeed.

Segundo relato do executivo Claudio Melo Filho a investigadores da Lava Jato, o moeda era secção dos R$ 10 milhões acertados por Temer e Marcelo Odebrecht em um jantar em maio de 2014, junto com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. S encontro foi revelado em reportagem da Veja, em agosto.

Segundo o delator, R$ 4 milhões ficariam com Padilha, responsável pela distribuição do moeda entre outras campanhas do partido. Os outros R$ 6 milhões seriam para a campanha de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014.

Yunes foi tesoureiro do PMDB em São Paulo e, hoje, é assessor privativo de Temer no Palácio do Planalto.

Fonte: HuffPost Brasil