PMDB deve ter participação em eventual governo Haddad, diz vice de Chalita
Ricardo Galhardo
Sob orientação do ex-presidente Lula, candidato petista proibiu conversas sobre a divisão de cargos antes do fim do segundo turno das eleições em São PauloCotada para assumir a Secretaria Municipal da Saúde em um eventual governo de Fernando Haddad (PT), a médica Marianne Pinotti, candidata derrotada a vice de Gabriel Chalita (PMDB), negou que esteja negociando cargos com o PT. Ela disse que o momento agora é de ganhar a eleição, mas que, caso Haddad seja eleito, o PMDB deve participar da administração.
“O (Michel) Temer nos orientou a entrar na campanha do Haddad e estamos de fato muito engajados. Não existe nada sobre cargos ou secretaria. Tenho uma conversa muito boa com o Carlos Neder”, disse Marianne. Coordenador do programa de governo de Haddad para a saúde, Neder é o preferido do PT para assumir a pasta. “Mas é claro que se o Haddad vencer o PMDB deve ter uma participação”, completou a médica.
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Segundo petistas, Haddad proibiu as conversas sobre divisão de cargos assim que o PT e aliados começaram a ventilar os primeiros nomes. Os rumores irritaram especialmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que orientou Haddad a desautorizar as conversas.
“Ele (Haddad) desautorizou qualquer tipo de especulação”, disse o presidente municipal do PT, Antonio Donato.
“Não falamos sobre isso, mas se e quando for a hora, o PP tem nomes para oferecer em todas as áreas”, afirmou o secretário estadual do PP, Jece Ribeiro.
Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, Haddad avocou para si a prerrogativa de escolher o secretariado e demonstrou irritação com o tema. Haddad, no entanto, disse que, se eleito, pretende fazer um governo de coalizão, nos moldes da administração federal, no qual partidos aliados indicam ministros.
“Isso (coalizão) já foi dito há muito tempo. Quero repetir aqui o modelo do governo federal”, disse ele que, no entanto, evitou dizer quais partidos participarão de um eventual governo petista.
Segundo Haddad, a ideia é primeiro estabelecer critérios de escolha dos nomes para depois consultar os partidos e indicar os futuros secretários.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo