Ativistas usam Rio2016 para invocar atenção internacional
















S famoso Canecão localizado em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, já foi palco de grandes artistas porquê Elis Regina, Tom Jobim e Maysa. Após dez anos de desamparo, o espaço voltou a ter música e arte há duas semanas. “Desocupar o canecão que estava ocupado de entulhos, para ocupar com cultura”. Essa é a proposta do movimento Ocupa MinC.
“Esse é um movimento nivelado, suprapartidário de resistência. A nossa tarifa é o Fora Temer”. Afirma Ana Karenina, uma das responsáveis pela informação do Ocupa. Por ser uma ocupação cultural, o movimento se preocupa com a estética e conta com um calendário de programações diversificadas.
[@#galeria#@]
Artistas e grupos de diferentes gêneros musicais e culturais, já deram sua taxa, porquê o cantor e compositor Chico Buarque. Na percepção dos representantes do movimento, a cultura vem para mostrar não só para o Rio de Janeiro, mas para o Brasil todo, que ela pode ser sim uma bandeira importante na luta pela democracia, na luta por direitos para todas as minorias.
Visibilidade mundial
“A mídia internacional se informa através dos nossos veículos hegemônicos. E isso faz com que a gente precise ter uma contranarrativa para a mídia do exterior”, explicou Ana Karenina, ao expor que o Ocupa MinC enxerga os Jogos porquê uma possibilidade de mostrar à mídia internacional o que está acontecendo no país.
Com um evento de grande porte porquê as Olimpíadas, os militantes fazem duras críticas à organização. Para eles, o evento significa que “o Rio de Janeiro é o maior responsável pelo golpe no Brasil. Então ele tem que ser o maior responsável pela luta contra o golpe”, afirmou a arte-educadora Verônica Santos.
Atualmente, muro de 60 pessoas ocupam o lugar em tempo integral. Quem conheceu a mansão de shows em seus tempos áureos, lamenta o desistência atual e apoia a ocupação. “A cultura tem que transpor dos muros, a cultura é de todos”, afirmou a psicóloga Rochelle Lobo que acompanha o movimento desde o prelúdios.
Quem visitante a ocupação pela primeira vez, se surpreende com a pluralidade cultural oferecida. Foi o caso do professor de ensino física Zairo Oliveira, que opinou também sobre a valia de possuir essa resistência durante as Olimpíadas.
“Não sou contra as Olimpíadas, só acho que o momento não é agora. Até porque muitas outras coisas estão acontecendo no país e o pessoal só está preocupado com a Olimpíada. G igual carnaval”. Ele afirmou confiar ainda, que a cidade foi “maquiada” para receber os jogos, a término e passar uma imagem de tranquilidade, enquanto a saúde e a segurança continuam “um caos”.
