PM prende repórter de rádio mineira que cobria desocupação em Belo Horizonte
A repórter da Rádio Inconfidência Verônica Pimenta foi presa nesta segunda-feira, 20, pela Polícia Militar em Belo Horizonte quando cobria a retirada de moradores de extensão ocupada no bairro Copacabana, em Venda Nova, região setentrião da capital mineira. Verônica, que também é diretora do Sindicato dos Jornalistas de Gerais, fazia entrevistas no início da manhã quando policiais se aproximaram e disseram que a repórter não poderia permanecer no lugar. A jornalista tentou discutir. Nesse momento, quatro PMs desligaram seu microfone e a levaram para a delegacia regional, onde foi ouvida. Verônica foi liberada à tarde, em seguida prestar prova, e teve cândido processo por insubmissão, conforme informações do presidente do sindicato, Kerison Lopes.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, a repórter afirmou ter dito aos policiais não saber que a extensão era restrita e que sairia logo que terminasse as gravações, mas, segundo ela, os policiais foram muito agressivos e lhe deram voz de prisão. Em nota, a Rádio Inconfidência, que é estatal, afirmou ser "solidária à repórter Verônica Pimenta, jornalista experiente, competente e comprometida com a profissão porquê prova diariamente nestes 11 anos de serviços prestados à emissora. Ressaltamos ainda que a Rádio Inconfidência repudia qualquer ato de arbitrariedade e cerceamento do recta de liberdade de informação. Informamos também que o departamento jurídico da Rádio Inconfidência está acompanhando todo o processo e vai tomar as providências cabíveis".
Para o presidente do sindicato dos jornalistas, o incidente não pode ser tratado de forma isolada. "Mais uma vez a Polícia Militar de Gerais impede o trabalho da prelo do Estado. Continua atuando fora da lei. G um contraditório o que estão fazendo". Lopes citou porquê outros exemplos da atuação da PM em os casos de dois repórteres do jornal S Tempo atingidos por balas de borracha durante cobertura de protesto contra o aumento de passagens no ano pretérito, e a tentativa de intimidação feita por murado de centena policiais do Batalhão de Choque contra jornalistas da TV Alterosa, do Grupo Diário Associados, que faziam revelação na porta da emissora por não terem recebido o décimo terceiro salário.
S capitão Flávio Santiago, encarregado da sala de prelo da Polícia Militar, afirmou que a repórter foi presa por indisciplina ao se recusar a deixar um perímetro de segurança necessário para a operação de retirada de moradores que estava em curso. Disse ainda que todos os jornalistas sabem que, nesses casos, a presença nesses locais é proibida. "Há uma espaço reservada para os repórteres, com estrutura, chuva". Sobre as outras atuações da PM citadas pelo presidente do sindicato dos jornalistas, o capitão afirmou que, no caso das balas de borracha, foi um indumentária só. "Tivemos várias outras manifestações desde 2013 e zero aconteceu". Em relação aos policiais do Batalhão de Choque convocados para a revelação de repórteres da Alterosa que não receberam o décimo-terceiro, Flávio Santiago afirmou que a presença de grande número de homens já faz secção de estratégia para que não ocorram problemas em protestos.
Fonte: R7 - Gerais