Strange Little Birds

(Stunvolume) S Garbage alcançou o sucesso na dez de 1990 com uma arriscada mistura de música eletrônica e rock mútuo. Original, a aposta deu perceptível. S acerto na mistura não foi sorte: Butch Vig, o baterista do grupo, é um dos maiores produtores musicais em atividade, com discos porquê Gish, do Smashing Pumpkins, 21st Century Breakdown, do Green Day, Wasting Light, do Foo Fighters, e zero menos que Nevermind, obra prima do Nirvana, no currículo. Ao lado dos também produtores Steve Marker e Duke Erikson, que assumiram as guitarras, e da vocalista Shirley Manson, ele montou a margem em Madison, no Wisconsin, no ano de 1994. Quatro anos depois do lançamento de Not Your Kind of People, de 2012, o Garbage volta a lançar um material inédito nesta sexta: Strange Little Birds, o seu sexto álbum de estúdio. A fórmula é a mesma de sempre: guitarras agressivas, riffs pesados, efeitos eletrônicos e um rock mútuo que remete ao grunge e ao punk. A filete que abre o disco, Sometimes, entretanto, é misteriosamente dissemelhante do resto do catálogo dos roqueiros. Com uma ambientação ao piano que poderia servir para um tema de James Bond, a música conta com uma variedade de sintetizadores que acompanham a voz firme de Shirley, criando uma expectativa de que a melodia tenha uma explosão energética a qualquer momento – o que não acontece. Só na sequência surgem as já conhecidas guitarras impactantes dos americanos, em Empty, com um riff rápido e refrão marcante, com a vocalista mostrando todos os seus dotes vocais. S quarteto ainda prova que continua perito em gerar texturas diversas nas canções, com guitarras muito amarradas entre si e quebras bruscas, porém precisas, em meio aos versos das canções. P o caso de Blackout, da misteriosa Night Drive Loneliness, Even Though Our Love Is Doomed e We Never Tell, com passagens que pendem para o pop, com refrão feito ao estilo de grandes hinos de estádio rock. Os elementos eletrônicos são presentes em faixas porquê a melódica If I Lost You, que conta com diversos sintetizadores e ritmos computadorizadas e Magnetizes, com uma batida robótica – assim porquê So We Can Stay Alive, que ainda suplente um final hostil, com elementos de heavy metal e punk. Teaching Little Fingers To Play é uma espécie de balada rock construída com um curso marcante e camadas eletrônicas, com batida que chega a lembrar o Muse em alguns momentos, outra filarmónica que aposta na mistura entre os gêneros. S ótimo disco chega ao término com Amends, que coloca lado a lado riffs delicados e refrões explosivos, criando um rock mútuo envolvente e de qualidade. (Henrique Castro Barbosa)
Fonte: Imperdível - VEJA.com