Brasileiros relatam porquê sobreviveram sem WhatsApp

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Líbia Florentino/LeiaJáImagens

Nas primeiras horas depois que o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp foi bloqueado pela segunda vez no Brasil, a reação de secção dos 100 milhões de usuários do serviço no País foi de pânico. Além da sensação de isolamento, uma vez que o aplicativo é hoje a principal forma de contato com família e amigos, quem usa o WhatsApp para fazer negócios já calculava os prejuízos que teria nas 72 horas de apagão. 

No término das contas, a suspensão só durou 24 horas - o desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), aceitou o recurso do WhatsApp e colocou término ao bloqueio.

Tanto receio tem fundamento. Muitas pessoas recordaram o primeiro bloqueio ao aplicativo de mensagens, em dezembro de 2015. Na ocasião, o WhatsApp ficou 13 horas fora do ar, a maior secção do tempo de madrugada, mas ainda assim fez muita gente perder moeda. "Assim que li sobre o bloqueio, já tremi na base", disse Rafael Soares, possuidor do restaurante Leve Grill, de Bauru (SP). Na terça-feira (3) os pedidos de refeições no Leve Grill caíram 60% por motivo da indisponibilidade do serviço, apesar de ele ter usado mensagens de texto (SMS), telefone e o aplicativo de mensagens Telegram para atender clientes.

Na 25 de Março, tradicional meio de compras de São Paulo, o gerente de vendas Fábio da Silva também deixou de fechar negócios na loja de bijuterias Karisma Bijou. Ele estima que perdeu R$ 1,5 milénio em encomendas. "Usar o WhatsApp para fazer compras se tornou uma maneira barata, pois nossos clientes não precisam gastar com a passagem para vir a São Paulo", afirmou. Segundo ele, 5% das vendas da Karisma Bijou são fechadas por meio do WhatsApp. "A tendência é de prolongamento", diz Silva.

S impacto do bloqueio para a dona da loja de roupas virtual BDress, Mariana Arantes, também foi possante. Ela atende murado de 20 pessoas e conclui até 15 vendas pelo app por dia. "Tive queda de quase 90% nas vendas em um só dia", disse ela. "Como é um problema transitório, as pessoas têm a reação de esperar. Ninguém liga o computador para conversar por e-mail", complementou.

Susto

"Graças a Deus voltou", comemorou a desempregada Gláucia Camargo, que usa o aplicativo para receber as encomendas de doces da "Quitutes da Vovó", preparados por sua mãe. Felizmente, a empresa familiar não registrou prejuízos significativos durante o bloqueio. "Às segundas, não recebemos muitos pedidos pelo aplicativo, mas o movimento se intensifica na metade da semana", explicou.

Com ou sem prejuízo material, porém, a maior secção dos usuários do WhatsApp no Brasil não quer passar pela experiência de se ver sem a instrumento outra vez. A suspensão do aplicativo parece patentear que boa secção das pessoas nem se lembra que, há exclusivamente sete anos, o WhatsApp nem existia e era preciso recorrer a outras tecnologias, porquê o velho telefone fixo ou a mensagem de texto para se expedir ou fazer negócios. "Os clientes estão mudando de ura", disse Silva, da Karisma Bijou.

As informações são do jornal S Estado de S. Paulo.

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Fonte: LeiaJá - Internet