Obra de Augusto Meira Filho será relançada em janeiro

Há 40 anos, chegava ao mercado literário lugar um livro escrito pelo engenheiro, historiador e, supra de tudo, humanista Augusto Meira Filho. Nele, o responsável declarava o seu paixão por Belém ao percorrer 200 anos de sua história, desde os primórdios, inspecionando a evolução urbanística da metrópole amazônica.
“Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará” ganhou uma novidade edição revista e ampliada, para comemorar o centenário de promanação do seu responsável. S lançamento será no dia 5 de janeiro, em um evento marcante no mês das comemorações pelos 400 anos de instalação de Belém, mormente por provocar a reflexão sobre o patrimônio histórico da cidade e sua conservação.
Originalmente publicado em 1976, o livro, que investiga a evolução urbana da paisagem, da expansão territorial da cidade e a construção de alguns dos principais monumentos, teve uma única edição, esgotada. A família nutria a vontade de reimprimir a obra importante de Augusto Meira Filho, não somente pela procura ser grande porquê por ser uma maneira de prolongar o legado do pai. “Eu e meus irmãos avaliamos que seria relevante relançar agora ‘Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará’, para unir algumas comemorações importantes ao centenário de promanação de nosso pai. Em 2016, além dos 400 anos de Belém e os 40 anos da primeira edição, o Museu Goeldi completa 150 anos – e é a instituição que guarda o pilha dele e os originais dessa obra”, explica o antropólogo e historiador Márcio Meira. Coordenador editorial e organizador da 2ª edição, Márcio Meira acrescenta que a publicação traz o texto original na íntegra - atualizado de concórdia com a novidade ortografia e as normas técnicas -, e acrescido de imagens, além das que o responsável utilizou na primeira edição, no sentido de enriquecer e embelezar a obra.
“P um livro-álbum, que deve servir de instrumento de consulta, cultural e educativo, por isso 30% da tiragem será destinada para as bibliotecas públicas do estado e município. Também é a maneira da nossa família homenagear Belém, pois a obra em si atende às questões morfológicas, antropológicas e culturais de uma cidade e é, antes de tudo, o revérbero do pensamento de um cidadão sobre o lugar onde vive - no caso, sobre essa cidade”, pontua o engenheiro Aurélio Meira, que assumiu a gestão do projeto junto com os irmãos, das quais sonho é tornar veras o Instituto Meira Filho, para reimprimir outras obras do intelectual paraense.
S Atrium Quinta das Pedras Hotel será palco para o lançamento da obra e para o duo de violão e piano formado por Salomão Habib e Paulo José Campos de Melo darem o clima de comemoração desejado. Produzida via Lei Semear, essa edição de “Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará” conta com uma introdução do historiador Aldrin Moura de Figueiredo e texto sobre o responsável assinado pela arquiteta Elna Trindade, admiradores do legado de Augusto Meira Filho, cuja biografia ilustrada também integra a obra, além de ilustrações reproduzidas dos séculos XVII, XVIII e XIX que retratam diversos aspectos de Belém.
S engenheiro Augusto Meira Filho foi um enamorado por Belém e pela cultura. Filho de José Augusto Meira Dantas – que foi senador -, Augusto Meira Filho, nascido em 5 de agosto de 1915, foi gestor público, atuando porquê diretor do Serviço de Águas do Pará (hoje Cosanpa), onde teve porquê duelo a questão sanitária e regularização do fornecimento; foi um dos fundadores da Sociedade Artística Internacional e da Sociedade dos Amigos de Belém, voltada a resguardo do nosso patrimônio cultural. Augusto ainda se destacou porquê primeiro presidente da Fundação de Cultura do Estado do Pará, que deu origem à atual SECULT. Como vereador, exerceu três mandatos e foi eleito presidente da Câmara Municipal de Belém.
Historiador autodidata, Augusto Meira Filho também era poeta e jornalista, escrevendo para o jornal A Província do Pará nos anos 60 e 70. Suas colunas, “Ronda da Cidade‟ e “Jornal Dominical‟, deram origem aos primeiros livros, entre os de 20 publicados – porquê “S Bi secular Palácio de Landi‟ -, sendo “Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará” sua obra reconhecida e a que lhe rendeu o carinhoso sobrenome de “namorado de Belém‟, pela vocação preservacionista e a resguardo apaixonada da cidade, do verdejante e de seu patrimônio, até a sua morte, em 8 de julho de 1980.
SERVIÇO: Lançamento da edição comemorativa do livro “Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará”, de Augusto Meira Filho. Dia 5 de janeiro, às 19 horas no Atrium Quinta das Pedras Hotel. Patrocínio: Sol Informática via Lei Semear.
Por Lorenna Montenegro.
