Queda de barragem atingiu 2.300 espécies de animais na foz do rio Doce
Ainda não é provável expor quando o rio Doce vai se restabelecer da enchente de limo da Samarco, mas um mês depois do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, especialistas começam a compreender a extensão dos danos ambientais.
Três empresas contratadas pela própria mineradora para salvar o que restou do rio Doce coletaram 2.308 espécies aquáticas somente entre Baixo Guandu (ES) e Linhares (ES), um trecho de 180 km entre a lema de e a foz no Atlântico. Somente em Aimorés (MG) foram 244 espécies retiradas do rio - a quantidade de exemplares não foi informada.
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Segundo informações divulgadas pela Samarco nesta segunda-feira (7), os animais resgatados foram transferidos para cursos d´chuva "que possuem as mesmas características do seu habitat original". A estratégia é para evitar que os peixes morram ao encontrar situações adversas porquê chuva em temperatura dissemelhante da habitual.
As empresas contratadas são a Aqua Ambiental, o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos e a Brandt Meio Ambiente.
Relatório do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de avaliação do primeiro mês de trabalho aponta que 11 espécies de peixes afetadas pela enxurrada de limo tóxica estão em risco de extinção - Henochilus wheatlandii, Microlepidogaster perforatus, Pareiorhaphis nasuta e Steindachneridion doceanum são as que estão em situação sátira. Outras 12 espécies existem somente no rio Doce.
Fonte: R7 - Gerais