Ingredientes e sabores da Amazônia ganham o mundo
A gastronomia amazônica está em subida. Mereceu destaque na última Expo Milão, que debateu o tema “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida (Feeding the Planet, Energy For Life)”. Joana Martins, representante dessa culinária, expôs naquele importante evento, um dos concorridos do calendário italiano, ingredientes típicos da região Norte e encantou todos os participantes. “A culinária paraense está em destaque, porque temos uma riqueza histórica dos ingredientes, e também por eles serem inéditos em outros lugares”, diz a professora de gastronomia Ivie Maneschy, da Universidade da Amazônia (Unama).
Os alunos de gastronomia, segundo a professora, têm uma sede muito grande de utilizar essa culinária, e usam os ingredientes regionais em tudo o que cozinham. “Você percebe que o interesse pela culinária amazônica não vem somente de quem é de fora. Os alunos sabem que esses ingredientes você não encontra em outro lugar, a não ser cá”, explica.
Os estudantes até mesmo produzem novos produtos com ingredientes amazônicos. Alimentos que não existem no mercado, e que têm uma riqueza de sabores incrível. “Os alunos têm sede por tutelar a culinária amazônica, logo eles acabam criando coisas novas, descobrindo coisas novas”, diz Ivie. “Nós precisamos estar preparados para esse destaque. Não adianta mostrar o tucupi, o jambu, se não tivermos porquê exportar”, afirma. Para a professora, isso pode trazer incremento para a região, não somente do ponto de vista gastronômico, mas também econômico e social. “Se conseguirmos exportar, essa gastronomia ganhará ainda destaque, e isso será ótimo para a região”, afirma.
Historicamente, o Norte sempre foi esquecido tanto pelo Brasil quanto pelo mundo. Para a professora, essa explosão da culinária amazônica é quase porquê uma maneira de se redimir de tudo isso, sem falar que Belém, por exemplo, diz ela, possui uma riqueza gastronômica maravilhosa. “Aqui em Belém, em qualquer lugar que você come é gostoso. Aqui não se come comida ruim”, diz Ivie.
Novos sabores - Uma das principais motivações que fazem os alunos do curso de gastronomia criarem receitas inovadoras com produtos típicos do Estado é a oportunidade de lançar no mercado e patentear, segundo o estudante Sulivan Trindade. Cursando o segundo semestre na Universidade da Amazônia (Unama), Sulivan tem um grupo com alunos de outros semestres que lançou um resultado chamado “Banaçaí”, um gula que mistura banana e a sobremesa favorita dos paraenses, o açaí. S estudante diz que a intenção é desmistificar a mito de que a mistura dos dois ingredientes não faz muito às pessoas. “G uma mito, e juntar os dois fica muito bom”, afirma.
Também cursando o segundo semestre na Unama, Diogo Magalhães e seu grupo de colegas fazem farinha de pupunha, que zero é do que a casca desidratada e processada. Rica em fibrilha, a farinha pode ser aplicada em pão integral, cuscuz marroquino e na produção de farofa com manteiga. Segundo Diogo, o resultado inovador não pode ser encontrado em supermercados, nem no Ver-S-Peso. “Basicamente a gente aproveitou uma coisa que todo mundo joga fora, que é a casca da pupunha. S que fazem em Belém é pupunha com moca. Nós fizemos a farinha”, conta. “S objetivo é reaproveita-la e fabricar um resultado que não tivesse no mercado.”
Já o grupo “Do Mar” criou uma manteiga feita a partir da casca de camarão. Sem corante, é provável ser aplicada para dar sabor ao vatapá, risoto, peixe assado e outros mantimentos. “A gente queria um resultado que não tinha nas prateleiras. Já que consumimos muito peixe cá, muito camarão, decidimos fazer isso porque aproveitamos o que seria jogado fora. E é uma coisa muito difícil ainda de ver em Belém, não tem é um comitiva”, explica Anna Penaforte, estudante de gastronomia.
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