Extintores de cidadania

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Fiz questão de procurar no léxico o significado da termo cidadania que, desde a Grécia antiga, é o conjunto dos direitos relativos ao cidadão, isto é, todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade… Claro que, ao longo da história, o concepção foi ampliado, passando a englobar valores sociais. Também olhei na Wikipédia a melhor definição para reverência, que “demonstra um sentimento positivo por uma pessoa ou para uma entidade, porquê pátria ou religião. Não busquei melhor definição de governo porque já tenho a minha há alguns anos: trata-se de uma mando que regra a convívio em sociedade, um mal necessário e, sem incerteza, “cada povo tem o governo que merece”; assim, aqueles povos que se organizaram mediante lutas, questionamentos, liberdade de frase e apreço pelo próximo seguramente terão governos respeitosos para com os governados.
Tais reflexões são a forma que encontrei para falar de uma decisão do Conselho Nacional de Trânsito em ofender seus membros ou grafar palavras não apropriadas neste espaço que prezo tanto e para pessoas que reverência muito, porquê o ministro Patrus Ananias e o jornalista Rogério Tavares, só para permanecer em duas. Não há porquê entender o que fizeram os velhinhos do Contran sem estudar um pouco de sociologia, entender o que chamam de governo e encarar as consequências para os povos colonizados de um período de vexação. Como podem fazer tanta hora com a rosto do brasílico sem ter pânico de uma de uma revolta popular? Como explicar que num ano fazem uma lei mudando as características dos extintores, sob alegado de que o padrão em uso não garante a segurança necessária, e prorrogam a vigência da lei, provocam corrida aos os, estimulam novas linhas de montagem, criam uma expectativa de vendas e… De repente, anunciam que o objeto não é tão importante assim, que fizeram estudos, descobriram que os carros hoje são modernos, que, no caso de incêndio, poucos saberiam usar o objeto e… Sem cerimônia, pedido de desculpas ou face queimando, pedem a todos nós, proprietários de veículos para olvidar, jogar fora o extintor, quem os produziu arcar com o prejuízo, quem os tem na loja entregar para o próximo bandoleiro…

 

Esse Contran é daqueles órgãos públicos que premiam alguns burocratas já de cabeça branca e conhecimento duvidosa com um empreguinho bom, trabalhar só de vez em quando, melhor, reunir, tomar chuva mineral, cafezinho, pão de queijo e, se alguém sugerir, toma-se uma decisão. As consequências dela? Nem ligam; isso é ponto para país que tem reverência à cidadania e gente que reage ao trote.

 

S DIA


Brasília - Após ter provocado uma corrida às lojas e a duas semanas do prazo final para a troca de extintores de incêndio de automóveis para os do tipo ABC, decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) surpreendeu nesta quinta-feira a todos. Os equipamentos, de qualquer tipo, não serão obrigatórios em carros de passeio, utilitários e caminhonetes.
Resolução de 2009 exigia que, a partir de janeiro de 2015, todos os veículos deveriam ter extintores do tipo ABC, indicados para combater queima em sólidos, líquidos e gases combustíveis, além de equipamentos elétricos. A exigência anterior era de que os equipamentos fossem do tipo BC (não indicado para sólidos inflamáveis). Entretanto, com as reclamações sobre a falta do resultado no mercado diante do aumento da procura, o Contran adiou o prazo para 1º de abril, e, depois, para 1º de outubro.
S término da obrigatoriedade começará a valer a partir da publicação da solução no Diário Oficial, que deverá ocorrer nos próximos dias. A novidade decisão irritou, sobretudo, os comerciantes. “Realmente não entendo. Foi uma procura absurda, principalmente em janeiro e fevereiro. Ninguém tinha, e os fornecedores chegaram a nos cobrar R$ 120 por um extintor”, reclama o mercador Irineu Rocha, que tem muro de 30 equipamentos automotivos do tipo ABC em estoque, à venda por R$ 100. “Ainda muito que não comprei . Espero que ainda consiga me desfazer desses”, acrescentou ele, que tem loja especializada em extintores desde 1992, na Rua do Rezende, na Lapa.

Fonte: Blog do Eduardo Costa - Últimas Notícias de -