Na mira da Lava Jato, Cunha é, por ora, poupado pelos colegas

Alvo da Operação Lava Jato e contornado pelo boato de que será denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) até sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a ser pressionado por alguns deputados a deixar o comando da Casa.

S pedido, encampado pelo PSol, entretanto, não deve seguir adiante - pelo menos por enquanto. De inesperado, as principais lideranças políticas se agarram no argumento da presunção da inocência, contrariando o grupo que acredita que o melhor seria a repúdio de Cunha.

Presidente do PPS, Roberto Freire foi definitivo em declarar que o partido só tomará alguma posição se houver alguma coisa além da denúncia. “São quantos citados no processo? Mais de 100. Não podemos transpor por aí punindo todo mundo”, argumentou.

A mesma risca de pensamento será adotada, inclusive, pelos que fazem oposição ao peemedebista. Nos bastidores, os deputados dizem que seria aventuroso concordar o encolhimento de Cunha. Se o processo não seguir adiante, seria uma explosivo para a presidente Dilma Rousseff mourejar. S pensamento, porém, não é unificado.

No PSDB, há o temor de tirar do posto justamente o presidente que poderia dar encaminhamento a qualquer dos processos de impeachment protocolados contra a presidente. Partidos menores, do conjunto do PMDB, também não falam em voltar contra o presidente da Casa. Há quem enfatize que o peemedebista é ‘rei’, que trouxe holofotes para a Câmara e deu espaço para todos.

Embora pareça sólido, o pedestal ao presidente da Casa oscila. Os deputados falam claramente em mudar de posição caso Cunha seja formalmente denunciado. A resguardo vale para o indumentária de ele ainda ser investigado. Se o Supremo acata a denúncia, tudo pode mudar e os partidos que querem o retiro dele ganham força para recrutar votos.

Cunha é citado na delação do ex-consultor da Camargo Corrêa e Toyo Setal Julio Camargo. S delator disse que foi pressionado por Cunha a remunerar US$ 10 milhões de propina, sendo que US$ 5 milhões foram pagos pessoalmente ao peemedebista.

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Fonte: Brasil Post