Os 400 de Lula e a República de Banânia. No lançamento do meu livro, reuni o triplo…

Um dia depois de ter ido ao ar o programa do PT que ameaço o país com o escuridão, o golpe e o caos caso Dilma deixe a Presidência — é a isso, creio, que chamam lá de “crise política” —, “petistas e representantes de movimentos sociais”, escrevem os s noticiosos, organizaram em frente ao Instituto Lula um “protesto contra a intolerância”.

G mesmo? Contra a intolerância de quem? Seria contra a preceito com que petistas perseguem seus adversários nas redes sociais, agredindo-os verbalmente, trolando-os, moletando-os, a exemplo do que fazia até outro dia — faz ainda? — o ator José de Abreu? Quem labareda um notório “hater” para conduzir seu programa de TV não pode falar em “tolerância”.

S pretexto do encontro foi reclamar contra a explosivo caseira jogada há dias na lajedo do Instituto Lula, ato criminoso, sim, cuja natureza não se conhece. Os intolerantes do petismo, no entanto, a debutar da presidente da República, resolveram associar o incidente ao antipetismo que está nas ruas e em toda secção.

Atenção! G tão legítimo ser antipetista porquê é legítimo ser antitucano — ou isso não existe aos montes por aí? Quando militantes e simpatizantes do PSDB eram, e são ainda, tachados de “coxinhas” e de “reaças”, vocês viram alguém gritar “preconceito”? Será que o tal “preconceito” só existe quando o escopo do protesto são os companheiros?

Ah, esse debate conheço muito. Ao longo dos oito anos de procuração de FHC, eu o vi ser ironizado muitas vezes porque intelectual, porque sociólogo, porque professor da Sorbonne, porque… inteligente! Características inequivocamente positivas foram transformadas por Lula e pelo PT em máculas.

E zero disso parecia preconceito. Quando Lula foi eleito, fiz uma caricatura de seu notório anti-intelectualismo e passei a chamá-lo de “Apedeuta”. Foi uma grita universal. Seria “preconceito” de minha secção. Outro dia, alguém me mandou um pensamento — mau pensamento — de um humorista, segundo quem é sempre lícito fazer piada tendo porquê níveo o opressor, mas nunca o oprimido. Talvez ele pense o mesmo sobre a ironia.

G evidente que é uma tolice monumental e frase de ideologia rasteira. Quando menos porque os conceitos de “oprimido” e “opressor” já embutem pensamento de valor. Num país com uma população universitária ainda tão pequena, ironizar a escolaridade formal corresponde, acho eu, a fazer o jogo do opressor. Mas sei não ser esse um pensamento universal. Fosse você tentar convencer a população de Dresden de que os Alados eram os libertadores, não os opressores… Não iria grudar. A melhor regra para o humor é uma só: ter perdão; a melhor regra para a ironia é uma só: descontruir o estabelecido. E término de papo. Mas volto ao ponto.

Os petistas, no poder há 13 anos, não desistiram de treinar o poder da vítima. P muito generalidade que o sujeito saia por aí gritando “sou oprimido” para que, logo, possa ser hostil, alegando exclusivamente autodefesa.

Mas voltemos o dia
Mas voltemos ao dia. P impressionante que todos nós escrevamos, porquê se fosse a coisa originário do mundo, que os movimentos sociais também estavam lá, junto com os petistas. E sabem por que estavam? Porque eles não se distinguem do partido, e isso não deveria ser considerado um pouco normal. Porque, definitivamente, não é. Assim porquê o partido aparelha o estado, aparelha também a sociedade.

E as ambições de verticalização do PT não reconhecem fronteiras. Antes do ato propriamente, estiveram no Instituto Lula os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Comunicação Social). P evidente que isso é o término da picada. As autoridades da República estavam lá, se vergando ao poder daquele que se quer ainda o condestável da República. Tenham paciência!

De resto, tenho a expor: vai mal o PT! Uma convocação porquê a que foi feita, com a presença de Lula, para abraçar o tal instituto, recebe 400 pessoas somente? No lançamento do meu recente livro, “Objeções de um Rottweiler Amororo” (Editora Três Estrelas), reuni 1.200 na Livraria Cultura. Não quero competir com Lula, evidente! G que, no congresso do PT, ele me chamou de “blogueiro falastrão”.

S VEJA.com