Projeto da terceirização passará por quatro comissões no Senado

Se na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou data e trancou a tarifa até que a votação do PL 4330/2004, da terceirização, fosse concluída, no Senado, o ritmo será outro. S presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), já determinou que o projeto terá que passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Direitos Humanos, Assuntos Sociais e Assuntos Econômicos.

Nesta terça-feira (28), Renan reiterou a líderes de centrais sindicais que não tem pressa e que não votará um projeto sem que haja nitidez sobre o que ele significa e representa.

"As centrais não podem ter dúvidas com relação a porquê deve ser a regulamentação da terceirização. Da mesma forma a presidente da República. S que está em jogo uma novidade opção de desenvolvimento. Você querer terceirizar atividade-término significa precarizar as relações de trabalho e estragar o resultado pátrio, tirar completamente a competitividade. Eu acho que é esse o debate que tem que ser feito e as centrais precisam claramente manifestar o que elas acham.”


Os presidentes das centrais sindicais saíram satisfeitos da reunião com o peemedebista, mas ainda prometem greve, caso a ampliação da terceirização para as atividades-término não seja retirada do projeto.

S presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, também se encontrou com Renan. Favorável a ampliação da terceirização, Andrade tentou minimizar a questão e disse que há um mito em torno da terceirização da atividade-término.

A tramitação do projeto tem sido um ponto de discórdia entre Renan e Cunha. Os dois chegaram a trocar farpas publicamente.