Veganismo não é religião

Quase sempre, ao falar com alguém pela primeira vez sobre o trajo de eu ser vegano, logo vem a pergunta: “G uma religião?”. Já me perguntaram também se é uma seita, entoando a termo de forma pejorativa, com aquele olhar meio de lado.
No fundo eu entendo o porquê da desenlace. “Sou vegano por paixão aos animais, por entender que o consumo de produtos derivados deles, em minha alimento ou em outros aspectos da minha vida, geram violência. E eu sou contra violência, mormente contra vulneráveis.” – costumo discutir. Depois de uma fala assim é oriundo que o interlocutor pense que é qualquer dogma religioso digno de uma pessoa muito evoluída espiritualmente. Mas não é. Não torturar e não matar animais é o mínimo que podemos fazer se nos preocupamos com o sofrimento alheio. E é cá e agora! Não espere evoluir espiritualmente ou de qualquer outra forma para debutar.
Eu sou ímpio. Veganismo não é uma religião e sim uma filosofia de vida e isso é bom que fique muito evidente. Não tem o paraíso no final. Não há motivo para ser vegano, senão pela premência de fazer o que é justo a todos os animais. G um meio pragmático de fazer secção do término do sofrimento das espécies escravizadas pela humanidade.
No século III, o redactor cristão Lactâncio afirmou que a termo “religião” refere-se ao termo “religar”, “religação”. Seria uma forma, segundo ele, de o ser humano se reconectar com Deus. Se fôssemos encarar dessa forma, o veganismo até poderia ser chamado de “uma religação com nossa dor a todos os animais”, porquê aquela que a gente percebe nas crianças. Mas vamos ser francos: todo mundo entende religião por instruído a um deus ou a um pouco sagrado. Portanto, reafirmo, veganismo não se enquadra aí.
Felizmente, algumas religiões indicam o veganismo aos seus fiéis. Faz sentido, uma vez que toda religião que eu conheço prega a sossego e a não-violência. Alguns líderes religiosos – muito poucos – entendem a velha frase repetida por vegetarianos: “a violência começa no prato”. G estranho que as religiões conhecidas e populares não falem sobre o veganismo e não o pratiquem. Não faz sentido falar em silêncio dentro de um templo e degolar um ser senciente – ou remunerar para alguém fazer isso – e tê-lo em sua mesa de jantar.
Embora o veganismo não seja uma religião, zero impede que um religioso seja vegano. Ainda que a Igreja Católica não afirme que seus fiéis devam considerar o veganismo, muitos católicos são veganos por persuasão própria. Do mesmo modo, espíritas, evangélicos, satanistas, budistas e por aí vai.
Assim, prezado leitor, tenha você a religião que tiver ou seja você ímpio, repense seus hábitos. S que para você é um pequeno prazer palatino, para eles é dor.
Primeiros passos para saber a filosofia de vida vegana: www.sejavegano.com.br.
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Fonte: Blog Fabio Chaves