Governo e educação

Estou ansioso por novos pronunciamentos da presidente Dilma ou mesmo de seu ministro da Educação. De tudo o que vi e ouvi, durante a cerimônia de posse para um mandato, o que me interessou foi a parte que definiu o tema como o lema de seu novo governo e reafirmou o compromisso de "extirpar" a corrupção.

"Nosso lema será: Brasil, pátria educadora", disse Dilma, que apontou a democratização do conhecimento como uma das metas de seu governo. Segundo ela, ao longo deste novo mandato, a área começará a receber volumes expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo. "Vamos continuar expandindo o acesso às creches, pré-escolas para todos, garantindo o cumprimento da meta de universalizar até 2016, o acesso de todas as crianças de 4 a 5 anos à pré-escola", relatou a presidente, que também citou avanços no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), no Ciências sem Fronteiras e na educação em tempo integral.

Tenho a isenção de quem não é pró nem contra Dilma. Sinceramente, torço para que o governo dela dê certo. E, como sempre estive convencido de que a Educação é o caminho, já votei em Cristovam Buarque, meu ídolo é Darcy Ribeiro e aprovo iniciativas petistas como o Enem, o Pró-Uni e as cotas, preciso apenas entender melhor a fala da chefe da Nação para sair a campo defendendo suas bandeiras. A primeira delas diz respeito ao que de fato significa o enunciado do lema Até onde consigo enxergar, a pátria somos todos nós; logo, “pátria educadora” funciona como campanha de conscientização do que programa de governo. Nesse caso, se ela quiser atingir logo um espectro amplo, de comportamento, ética, respeito aos outros, etc. a primeira providência é demitir toda a diretoria da Petrobrás, anunciar tolerância zero com a roubalheira e cortar gastos de todo o governo com hotéis de luxo, aviões, helicópteros, garçons, enfim, tudo o que não for absolutamente necessário, como se faz em casa.

Se ela fizer o básico, garantir a decência e liberar as verbas para o Ensino, da Educação a família brasileira trata.  O difícil é acreditar na prevalência dos valores se a Dilma escolhe um engenheiro civil para ser o Ministro da Educação. Com todo respeito, senhora presidente, me ajuda a entender?

Fonte: Blog do Eduardo Costa - Últimas Notícias de -