Família de homem que caiu de passarela improvisada em BH cobra ajuda do governo
A família de Agnaldo Vilácio de Olieira, de 38 anos, vive um drama: ele morreu na última sexta-feira (26) após sete meses paralisado por causa de uma queda no Anel Rodoviário.
Agnaldo voltava para casa, depois do trabalho, quando passou por uma passarela improvisada pelo DNIT no bairro São Francisco. A estrutura cedeu e ele caiu de uma altura de sete metros.
Até hoje, entretanto, o DNIT não deu qualquer satisfação à famíia.
A mulher, Lílian Nicolau, mudou toda a rotina para ficar perto do marido: ela precisou abandonar o serviço de cuidadora de idosos, que complementava a renda da família, para cuidar diariamente de Agnaldo na unidade de saúde.
Lílian conta que ela e as filhas eram sustentadas principalmente pelo salário de R$ 1.500 do marido, que trabalhava como impermeabilizador de pisos. Depois do acidente, ela tem feito malabarismos para cuidar da família com os R$ 724 que recebia do auxílio-doença.
— É conta de água, luz, é o gás que acaba e eu tenho que guardar dinheiro para comprar. Então, assim, tá muito apertado mesmo.
A estrutura, que era de responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi retirada depois que uma carreta bateu no local e derrubou parte dela.
Indignada, Lílian conta que nunca foi procurada por representantes do órgão.
— Até o dia de hoje, nesse momento, nunca recebi uma ligação deles, ajuda nenhuma, é um descaso completo.
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Sem solução no local, os pedestres se arriscam para atravessar o Anel Rodoviário. O problema já motivou várias manifestações na região, mas nenhuma providência foi tomada.
O DNIT foi procurado, mas ninguém foi encontrado para comentar o caso.
Fonte: R7 - Gerais