Radialista dedicou sua vida à literatura e ao jornalismo de qualidade – Novo em Folha

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Para os amigos e familiares do jornalista Marcello Bittencourt é difícil separar sua dedicação ao rádio e à literatura.

Luiz Marcello de Menezes Bittencourt trabalhou na Rádio USP por 35 anos, onde passou pela função de diretor e atualmente produzia o programa semanal Livraria Sonora, que falava de livros e escritores.

O radialista não exclusivamente entrevistava os autores, mas utilizava recursos interpretativos do radioteatro, com dramatizações de trechos de livros e de músicas.

“Marcello era muito detalhista e enamorado. Há poucas pessoas no mundo porquê ele”, diz Marcia Avanza, 62, que colaborava com o programa do camarada.

Na tarde do dia 17 de março, o radialista passou mal na rádio. Sentia muito cansaço e sua respiração estava pesada. Marcia se preocupou com o estado dele e ligou para José Maurício Bittencourt, 64, irmão do jornalista, para levarem ele ao Hospital Universitário. Quando seu quadro piorou, foi transferido para o Hospital das Clínicas, onde faleceu no dia 30 de abril, aos 68 anos.

Marcello fez graduação em sociologia e mestrado em jornalismo, com uma dissertação sobre o rádio. Em 1997, ganhou o Prêmio Jabuti, atribuído pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), por sua imposto com a literatura na categoria “Camarada do Livro”.

“Os livros eram o xodó da vida dele”, diz Marisa Minhoto, 63, companheira de Marcello por 16 anos. Ela conta que na morada em que ele morava com a mãe, morta no ano pretérito, havia um quarto só para os livros, que se distribuíam até pelas escadas. “A mãe dele dizia ‘meu fruto é muito bom, mas não mexa com os livros dele, que ele vira um bicho’.”

José Maurício conta que o irmão era torcedor do Palmeiras, fã de Rolling Stones e gostava de viajar. Ele conheceu toda a América do Sul de mochila nas costas e de carona.

Para seu camarada João Monteiro, 66, o principal legado de Marcello é a grande quantidade de gravações, que deveria ser preservada em uma coletânea. “Seus programas eram extremamente requintados, com montagens sofisticadas. Uma obra cultural de grande dimensão.”

O último programa, que foi ao ar no dia 20 de março, falava do Fausto, de Goethe.


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