Kalil diz que emprestou medicamentos a hospitais e alfineta: ‘Não somos o estado’

[ad_1]

© Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press O prefeito Alexandre Kalil (PSD) afirma que está “agindo porquê se fosse o estado” durante a pandemia do novo coronavírus. “Um ônus que não é nosso”, reforçou. O glosa refere-se ao empréstimo realizado pela PBH de medicamentos utilizados na intubação de pacientes com complicações decorrentes da COVID-19 a três hospitais filantrópicos da capital: a Santa Lar, o Multíplice Hospitalar São Francisco e o Hospital Mário Penna. 

"Nós pegamos o nosso estoque, que daria para dois, três meses, e emprestamos. Logo, nós estamos assumindo um ônus que não é nosso. Nós temos o hospital do Barroca e o Odilon Behrens. E estamos agindo porquê se fôssemos o estado. Nós não somos o estado. Nós somos a cidade de Belo Horizonte", alfinetou Kalil. As declarações foram registradas em vídeo gravado durante o encontro do gestor com lojistas, que ocorreu nesta quinta-feira (2).

A reportagem apurou que a Secretaria Municipal de Saúde repassou muro de 3 milénio ampolas de anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares às unidades citadas na gravação, ao Hospital Luxemburgo, entre outras instituições que teriam solicitado os produtos. 

SES-MG responde

Procurada pelo Estado de Minas, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) não comentou as declarações do prefeito. Também não informou se há ações específicas voltada à compra de sedativos para os hospitais filantrópicos - que respondem por murado de 70% de todos dos leitos disponíveis em Minas, segundo a Federação das Santa Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas). 

Por meio de nota, alegou que, cabe às “instituições prestadoras de serviços do SUS (caso dos filantrópicos) fazer aquisições de insumos para uso em suas unidades, por meio da remuneração (do estado) aos serviços que são prestados.

O órgão destacou ainda que não há desabastecimento nas unidades geridas pela Instalação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), “apesar da dificuldade encontrada em algumas entregas pontuais”. 

“A SES-MG tem buscado, ao lado de outras secretarias estaduais, soluções junto ao Ministério da Saúde, que deu indicativo de que fará negociações e compra no mercado doméstico. Outra iniciativa também tem sido manter diálogo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), buscando cooperação internacional para a compra de medicamentos”, conclui o expedido.

Cenário preocupante

Diversos municípios da Grande BH do interno de Minas - tais porquê BH, Descrição, Novidade Lima, Ibirité, Santa Luzia, Divinópolis -  acompanham com preocupação a falta de sedativos necessários à chamada intubação orotraqueal, procedimento por meio do qual profissionais de saúde induzem a ventilação pulmonar em pacientes com capacidade respiratória comprometida pela infecção viral. Quando disponíveis, as substâncias têm sido apresentado valores reajustados em até 300%, dada a subida demanda, situação relatada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). 

Nos hospitais filantrópicos de Minas, o alerta vermelho foi acionado desde o início de junho, quando a Federação das Santa Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) levou a situação ao conhecimento do Ministério da Saúde. 

Em contexto pátrio, o cenário é também crítico. Um levantamento divulgado pelo Recomendação Pátrio dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass) em 8 de junho mostra que 24 das 25 secretarias estaduais se queixam de desabastecimento. Metade das secretarias acusam falta de pelo menos 11 dos 13 medicamentos necessários ao manejo galeno das complicações da COVID-19. 


[ad_2]
Nascente Notícia -> :Fonte Notícia