‘Ela estava amarrada na leito, pelos braços, e chorava muito’, diz parente

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Familiares de idosos que morreram depois passagem por 'asilo do terror' fazem relatos emocionantes e clamam por condenações de indiciados

Parentes de vítimas do asilo de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde eram cometidos crimes porquê tortura e afronta sexual, querem a pena de todos os seis indiciados pela Polícia Social - o resultado do interrogatório foi apresentado nesta quarta-feira (2) e aponta uma série de atrocidades que resultaram na morte de 18 de um totalidade 76 vítimas indefesas.

A autônoma Júlia Carla Ramalho Basílio, de 40 anos, filha de Leonor Domingues de Jesus Ramalho, de 94, que morreu em 20 de abril deste ano depois de passar quatro meses no asilo, conta que a mãe, embora enfrentasse um cancro de pele há mais de 20 anos, morreu em seguida ser levada por para o Hospital de Santa Luzia, com quadro de pneumonia. “Estive com a minha mãe dois dias antes, e ela reclamou de tomar banho indiferente. Eu quero que a dona do asilo, o marido, as filhas dela apodreçam na masmorra e não saiam nunca mais. A minha mãe não vai voltar mais. Foi a maior medo que eles fizeram, não só com a minha mãe, mas com todos os idosos”, reagiu Júlia.

A desempregada Renata Alvim da Silva, de 39 anos, conta que a sogra, que tinha problemas mentais, foi internada no asilo depois de passar dois meses na Santa Mansão de Belo Horizonte, encaminhada por uma assistente social do hospital.A sogra, Maria Trindade das Graças, de 67 anos, permaneceu exclusivamente uma semana no asilo e foi levada para mansão pelos parentes. “Quando a tia do meu marido foi buscá-la no asilo, ela estava amarrada na leito, pelos braços, toda molhada, e chorava muito. Estava com a mesma roupa que ela havia sido deixada cinco dias antes. Ela só falava: 'me tira daqui, me tira daqui'”, conta Renata.

A nora revela que a sogra chegou à mansão dela toda molhada de xixi e com um cheiro muito poderoso. “Ela tinha um machucado no pé de muitos anos. Na Santa Mansão, a ferida já estava ótima. Aí, quando ele voltou do asilo, a ferida estava podre. As nádegas dela estavam em mesocarpo viva, fedendo muito. Tanto que meus vizinhos que passavam perto da janela do meu apartamento sentiam lá fora o cheiro de carniça”, conta Renata, reclamando que a sogra tinha bronquite e não usava a bombinha no asilo. “Ela chegou com a respiração superofegante, com penúria. Você nem imagina o quanto ela comeu. Estava tudo infeccionado. Passou mais ou menos uma semana e ela veio a falecer”, disse Renata. “Espero que os responsáveis paguem pelo que fizeram também na Justiça dos homens. Na Justiça de Deus, a mão Dele eu sei que vai tarar muito, pelos idosos que morreram e pelos que ficaram, que estão traumatizados”, desabafou.

 


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