Desafios similares na cobertura da pandemia chegam a repórteres de diferentes continentes – Novo em Folha

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Talvez uma das palavras que melhor defina as soluções encontradas por jornalistas que cobrem ciência e saúde para mourejar com a enxurrada de informações em meio à pandemia seja “colaboração”.

Pedir a cooperação de colegas de trabalho e manter contato quotidiano com cientistas que ajudem a filtrar o que é mais confiável são saídas que profissionais de diferentes continentes têm reforçado nos últimos meses.

A revista Nature Research, braço da britânica Nature, entrevistou cinco jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), Le Monde (França), Times of India (Índia), Business Day (África do Sul) e da Folha.

Apesar dos milhares de quilômetros que os separam, não só as soluções, mas os desafios com que têm se deparado, são similares.

Muitos mencionam a presteza e o volume de novas publicações científicas porquê desafiadores. Escoltar tantas informações e estudar quais são mais relevantes para o público são tarefas com proporções até logo sem precedentes.

“Temos que ter certeza que não estamos dando falsas expectativas para os leitores”, frisa Sabine Righetti, jornalista e pesquisadora que escreve sobre ciência e inovação na Folha.

Mourejar com a desinformação, muitas vezes ecoada pelos próprios governantes, potencializa o duelo: não basta escoltar os avanços da ciência e traduzi-los para um público largo, também é preciso checar e desmentir o que alguns políticos propagam sem base científica.

Os entrevistados mencionam ainda o aumento da cobertura de “pré-prints” —publicações preliminares de um cláusula ou pesquisa científica que, muitas vezes, ainda não foi checado por outros pesquisadores da espaço e, portanto, pode suportar correções.

Alguns dos jornalistas entendem que a pandemia catalisou a tendência de revestir esse tipo de publicação, e não somente as versões finais. “Isso provavelmente veio para permanecer e não acho que seja totalmente ruim. É quase porquê uma revisão por pares em tempo real”, diz Apoorva Mandavilli, do NYT.

Outros, porém, acham que o terreno é perigoso, uma vez que o teor ainda não passou por uma revisão criteriosa. Mas todos concordam que, nestes casos, o mais importante é deixar evidente para o leitor que o teor da pesquisa ainda pode ser contrariado.

A pluralidade de gênero entre o leque de cientistas entrevistados —ou a pouquidade dela— também é ponto generalidade de preocupação.

Os jornalistas afirmam que as Redações se mostram atentas a isso, mas relatam dificuldades de espessar a lista de suas fontes diárias com mulheres, seja porque a chefia de departamentos e instituições muitas vezes está nas mãos de homens, ou porque elas optam por não falar.

“Cientistas mulheres no Brasil são muito mais relutantes em falar com jornalistas”, relata Righetti, da Folha.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, cá.


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