Covid-19: 28% das solicitações de internações em leitos de UTI de BH são de outras cidades – Rádio Itatiaia

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Foto: Amira Hissa/ PBH
Amira Hissa/ PBH

RESUMO

  • Levantamento, feito pela Secretaria Municipal de Saúde a pedido da Itatiaia, compreende o período entre 1º de março e 19 de julho
  • Conforme a pasta, foram feitos 1.310 pedidos de internações em UTI, sendo 371 (28,3%) do interno e região metropolitana
  • Infectologista Estevão Urbano explica que existe uma pactuação no contexto do SUS para Belo Horizonte atender pacientes de municípios vizinhos que não têm estrutura.


Quase 30% das solicitações de internações em leitos de UTI da rede municipal de Belo Horizonte para pacientes com covid-19  foram feitas por cidades da Grande BH ou do interno. O levantamento, feito pela Secretaria Municipal de Saúde a pedido da Itatiaia, compreende o período entre 1º de março e 19 de julho. Ao todo, 62 municípios acionaram a rede da capital, que é referência em subida complicação para 853 municípios e em média complicação para 700 cidades.

Ouça as informações com Júnior Moreira!

Conforme a pasta, foram feitos 1.310 pedidos de internações em UTI, sendo 371 (28,3%) do interno e região metropolitana. No totalidade, somando enfermarias, foram feitas 6.984 solicitações de internação em Belo Horizonte por suspeita de covid-19 de 1º de março até 19 deste mês.  Desse totalidade, 948 requisições foram de pacientes de outras cidades, o que representa 13,6%.

Os principais municípios que demandam a rede pública da capital são Sabará (24,2%), Santa Luzia (17,4%), Ribeirão das Neves (10,5%), Vespasiano (7,6%) e Pedro Leopoldo (6,0%). Esses municípios respondem por mais de 60% das solicitações. Os demais pedidos estão divididos em outros 57 municípios, informa a pasta.

Integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da PBH, o médico infectologista Estevão Urbano explica que existe uma pactuação no contexto do SUS para Belo Horizonte atender pacientes de municípios vizinhos que não têm estrutura.

“No momento, por exemplo, em relação à covid-19 nós temos 10% a 15% dos leitos, aproximadamente, ocupados por pacientes que vêm do interno, dessa zona de pactuação. Isso é bastante relevante, porque, por exemplo, se nós tivéssemos de 10% a 15% dos leitos vagos, disponíveis pra prefeitura de Belo Horizonte, nós estaríamos não na zona vermelha, mas na zona amarela. Mas isso, obviamente, está dentro desse pacto”, destaca o médico. 

Segundo Estevão Urbano, há casos de pacientes de cidades que estão fora na zona de pactuação atendidos na capital. “Obviamente acabam tendo relevância porque aumenta um pouco mais essa estatística de 10% a 15% de leitos ocupados por pessoas de outras cidades”, diz. “Nesse momento em que nós estamos com 90% de ocupação dos leitos, qualquer saturação maior, qualquer percentual a mais de pessoas que vêm de outro município, acaba comprometendo essa folga muito pequena que nós temos”, completou. 

O infectologista destaca ainda que a demanda de outras cidades é vista em hospitais particulares da capital. “Isso acontece muito também na rede privada, que tem recebido muitas pessoas do interno de Minas, já recebeu de outros estados”, diz. “Isso também denota um pouco a fragilidade do sistema de saúde do Estado porquê um todo. E uma coisa histórica, uma situação que não é novidade e acho que precisamos fortalecer muito as macrorregiões para que a capital seja menos impactada”. 

A Secretaria Municipal de Saúde informa não ser provável calcular o número de pacientes fora da zona de pactuação atendidos na capital. Outro infectologista integrante do comitê da PBH, o infectologista Unaí Tupinambás também considera que demanda impacta no sistema de BH. 

“A gente acredita que pode ter alguns pacientes que venham de outras cidades e que dão endereço daqui, sempre tem um parente que mora cá e comprovam residência, mas moram em outras cidades. Deve ter um impacto, não sei quanto além dessa meta que a Prefeitura e SUS têm. Com certeza deve ter um número a mais de pessoas que procuram assistência, porque a grande maioria das cidades de Minas Gerais de pequeno porte não tem um sistema de saúde mais robusto. Não tem CTI e, às vezes, não tem sequer hospital. Logo, qualquer intensidade de impacto a gente deve estar sofrendo”, disse Unaí.

*Colaborou Júnior Moreira 


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