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Codependncia: uma doena silenciosa em volta do alcoolismo – Gerais



Codependente com longo percurso de dor, dona Zoraide respira aliviada. Desde maio, o filho n
Codependente com longo trajectória de dor, dona Zoraide respira aliviada. Desde maio, o fruto no bebe. “Meu maior sofrimento era no poder fazer zero” (foto: Tlio Santos/EM/D.A Press)

“Tinha que tomar primeiro um copo de lcool puro e tomava chorando, porque eu no queria mais. Vomitava sangue pelo nariz”. O prova de um gestor que passou 20 de seus 43 anos de vida recluso ao lcool. Enfrentar a si mesmo para consentir que um alcolatra talvez seja a maior provao de quem perdeu a liberdade para a bebida. No precisa mais ingerir muito. Basta ingerir uma. E uma se faz necessria para comear o dia, para convencionar, para dormir, para ter coragem, para ter vontade. O corpo passa a ser engrenagem movida a lcool, um verdadeiro combustvel da vida. Um misto de sentimentos – vergonha, pavor, frustrao consigo mesmo – atropela qualquer deciso que ameace se tornar concreta no tocante a parar de vez. No turbilho do agravo, os que esto atados ao lcool carregam consigo uma legio de familiares, vtimas de uma doena silenciosa: a codependncia.

fardo grande demais. dor possante demais, que dilacera emoes e o fsico. No ponto mais crtico, bastam algumas horas sem ingerir para os efeitos ficarem ainda mais visveis. Uma tremedeira intensa d a impresso de que o corpo em breve no mais se sustentar. preciso somente uma para finalizar com o tremor. Olhares vazios pedem socorro, mas o corpo no reage. E de uma em uma, l se vo vrias doses, sem que se perceba nem mesmo o totalidade do dia. No somatrio das iluses, o resultado sempre negativo, com a corda arrebentando, muitas vezes, para o lado de quem tambm frgil e to doente quanto quem bebe: os entes mais prximos, que entram numa luta quase sempre em via de mo nica para salvar aqueles que amam.

As estatsticas mostram que a codependncia um problema com ordem de grandeza de muitas casas decimais. Considerando uma populao de pelo menos 304 milénio pessoas abusadoras ou dependentes de lcool em Belo Horizonte, segundo a pesquisa Saber e Cuidar, feita pelo Meio Regional de Referncia (CRR) em Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federalista de Minas Gerais (UFMG), os codependentes ultrapassam os 600 milénio, exclusivamente na capital mineira.

Considerando os dados do 3° Levantamento Pátrio sobre o Uso de Drogas pela Populao Brasileira, divulgado recentemente pela Fundao Osvaldo Cruz (Fiocruz), pode-se inferir que a graduação da codependncia alcana dimenses to gigantescas quanto o prprio territrio pátrio. Segundo o levantamento, mais da metade dos brasileiros entre 12 e 65 anos declara ter consumido bebida alcolica alguma vez na vida. Muro de 46 milhes (30,1%) informaram ter consumido pelo menos uma ração nos 30 dias anteriores pesquisa e aproximadamente 2,3 milhes de pessoas (1,5% desse grupo etrio) apresentaram critrios para dependncia de lcool nos 12 meses que antecederam a pesquisa. Para complicar, a substncia aparece associada a outras, porquê o cigarro, drogas ilcitas ou medicamentos sem prescrio, em todas independentemente do nvel de instruo de quem a consome (confira quadro).

Situao que adoece famlias inteiras. “Lutei muito por ele, porque um fruto muito bom, mas, infelizmente, caiu nessa infelicidade. Eu avisava, mas ele negava a doena. Dizia que o dia que quisesse parar, pararia”, conta a manicure Zoraide Ribeiro Goulart, de 72 anos, sobre o metalrgico Guilherme, de 44, que comeou a ingerir aos 44. Na sala de mansão, ela relembra a luta travada contra o lcool durante dcadas. “Tinha s a TV na sala, mais zero. No podia, porque ele estava pegando os objetos de morada para vender. Ficava tudo trancado. Nessa poca, os irmos, que j no conversavam mais com ele, pediram para p-lo para fora. Mas sou me. Se eu no acolhesse, quem acolheria?”, pondera a moradora do Bairro Riacho das Pedras, em Escrutinação, na Regio Metropolitana de Belo Horizonte.

No ano pretérito, o fruto saiu de uma internao de nove meses em maio. No dia seguinte estava empregado e, desde ento, est longe do lcool. “Meu maior sofrimento era no poder fazer zero. Ele saa para a rua e eu ficava com pavor do que poderia ocorrer. Chorei muitas vezes. Hoje, pranto de alegria.”

“Ele bebia todo dia. Sbado, dormia o dia inteiro e eu ficava em mansão, na TV, deprimida”

Vernica (nome fictcio), esposa de alcolatra

Laos quebrados surgem porquê verdadeiras provaes, porquê na vida de Vernica (nome fictcio), de 42. Casada h pouco mais de uma dcada, ela conseguiu manter o relacionamento, mas s depois de um intenso tratamento de si mesma. Descobriu poucos anos depois da unio que o marido, fruto e sobrinho de alcolatras, se alterava quando bebia. Ele oscila entre momentos de consentir a doena e outros em que a nega veementemente. Os remdios para tratar problemas psiquitricos j no fazem os efeitos esperados. O lcool e outra droga se tornaram a grande bengala. So quase 2 litros de cerveja por dia. “J houve pausas, mas toda vez que ele volta a ingerir, aumenta a quantidade”, diz.

Nela, a silenciosa codependncia se instalou. “O esperava voltar do trabalho sempre. Ele bebia todos os dias. Voltava do servio com uma sacola de cerveja. Sbado, dormia o dia inteiro e eu ficava em moradia, na TV, deprimida”, conta. Problemas no organização, porquê falta de gosto, tambm se manifestaram. O psiquiatra Guilherme Rolim Freire Figueiredo, titular da Associao Mineira de Psiquiatria, coordenador no Instituto Raul Soares (Rede Fhemig) e scio da Clnica Mangabeiras, destaca que a codependncia pode ocorrer em qualquer patologia, mas, no alcoolismo, ela mais grave ainda, porque a famlia adoece aos poucos.

“No alguma coisa que ocorre subitamente. A famlia v essa deteriorao gradativa e vai se esfacelando aos poucos. muito difcil a pessoa transpor dessa sozinha. Se no tiver esteio familiar e parentes dispostos a enfrentar isso, ser pior. Se partir para o desleixo ou cobrana agressiva, pode-se esperar o pior. E muitas vezes o que ocorre”, afirma, referindo-se possibilidade de suicdio entre os dependentes.

Reconhecer a codependncia e buscar ajuda questo de sobrevivncia para quem tem ligaes emocionais com alcolatras. E para isso, uma sada o base de grupos de voluntrios ou particulares, que ajudam na reorganizao das famlias. Outra questo a enfrentar a violncia, outra consequncia do alcoolismo com resultados nefastos.

Menos vida, mais violncia

No se trata somente de um estado de alterao fsica ou psquica devido ao texto etlico. No ponto mximo do alcoolismo, as consequncias da bebida jogam com a prpria vida. So vrias as doenas associadas e os riscos potenciais, sendo o maior deles recaindo sobre a expectativa de vida. Um alcolatra vive 20 anos a menos em relao populao em universal, aponta estudo epidemiolgico citado pela Associao Mineira de Psiquiatria. Os efeitos da bebida consumida com excesso tm sua marca tambm nos nmeros da violncia e de acidentes. No Pronto-Socorro Joo XXIII, em Belo Horizonte, o lcool pretexto primeira de muitos traumas que fazem da unidade referncia na Amrica Latina. Falta de polticas de ps-tratamento crtica de quem luta para continuar sbrio.

Dados do 3° Levantamento Pátrio sobre o Uso de Drogas pela Populao Brasileira, da Fundao Osvaldo Cruz (Fiocruz), mostram que a forma mais frequente de violncia reportada tanto sob o efeito de lcool quanto sob o de drogas ilcitas foi ter discutido com qualquer (2,9% e 0,4% para lcool e drogas ilcitas, respetivamente). Das murado de 4,4 milhes de pessoas que reportaram ter discutido com qualquer sob efeito de lcool nos 12 meses anteriores entrevista, 2,9 milhes eram homens e 1,5 milho, mulheres.

 

A prevalncia de ter reportado que “destruiu ou quebrou alguma coisa que no era seu” sob efeito de lcool tambm foi estaticamente significativa e maior entre homens do que entre mulheres (1,1% e 0,3%, respectivamente). O estudo, publicado recentemente, teve parceria de vrias outras instituies, porquê o Instituto Brasiliano de Geografia e Estatstica (IBGE), o Instituto Pátrio de Cncer (Inca) e a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

“Mudei 100%: exclu todos os amigos, hoje tenho horrios, cuido do corpo, da mente”

Ricardo (nome fictcio), de 43 anos, gestor, que passou por tratamento de reabilitao

O levantamento destaca a disparidade flagrante entre os eventos associados ao lcool e ao conjunto de substncias ilcitas. A explicao, pelo menos hipottica, vem de um conjunto de diferenas. “O lcool , de longe, a substncia mais disponvel e de maior aceitabilidade social, devido ao seu carter lcito, portanto, sua presena bastante mais frequente em situaes variadas de conflito, de seriedade crescente (discusso, destruio de patrimnio e agresso contra a pessoa) inteiramente plausvel”, afirma.

 

“Finalmente, existe uma dimenso farmacolgica: o lcool tem um efeito inibidor seletivo (a depender da ração ingerida) sobre circuitos neuronais associados funo de ‘exprobação’ e ‘autocontrole’, portanto, a inibio da inibio favoreceria a emergncia de comportamentos habitualmente suprimidos, dentre eles a violncia.”Ainda de pacto com os dados, aproximadamente 1,3% da populao brasileira de 12 a 65 anos disse ter se machucado sob efeito de lcool e 0,15% quando havia consumido drogas nos 12 meses anteriores coleta das informaes.

 

Em outra abordagem, 1,3% dos integrantes desse grupo etrio relatou ter sido vtima de alguma situao de violncia na qual o assaltante havia ingerido bebida alcolica, 0,75% se deparou com assaltante sob efeito de alguma droga e 0,72% com ele sob efeito de lcool e drogas.No Joo XXIII, esses nmeros se traduzem na rotina de atendimentos pesados. 

 

A cirurgi universal e do traumatismo Daniela Rocha Fscolo, que atende no setor de politraumatizados, conta que os casos variam conforme os dias da semana. Se h qualquer evento na cidade, o lcool pontap para agresses fsicas e facadas. Nos fins de semana, principalmente noite, est relacionado aos acidentes de trnsito. Em jogos de futebol, a bebida combustvel para agresses interpessoais, que tambm chamam a ateno durante o carnaval e eventos de rua, ao lado das quedas.

 

“Os acidentes de carruagem ocorrem com muita frequncia no término de semana. So eventos de maior complicação, em que os pacientes ficam em estado mais grave. So comuns os traumatismos cranianos e traumas de mltiplos rgos, porquê fraturas de ossos, pernas e braos”, afirma a mdica. Alm da consequncia em si, o lcool leva outro problema para a equipe mdica: o fiscalização fsico inicial.

 

O paciente no responde adequadamente, est sonolento e confuso e, em estgio de alcoolemia avanado, fica mais invasivo, prejudicando a relao mdico-paciente.“No s a avaliao inicial mais complicada, porquê o prprio prosseguimento desse doente. Eles tm a sade mais frgil, disfunes orgnicas e trazem junto com o traumatismo condies prvias que tambm devem ser abordadas, porquê pancreatite e doenas no fgado, sendo necessria a interveno de outras especialidades”, relata. 

Esteio para combater a codependncia 


(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)

Para mourejar com a doena dos entes prximos aos alcolatras, grupos de voluntrios ou particulares traam estratgias de tratamento e preveno. A reorganizao das famlias preocupao de um movimento comunitrio que nasceu da reunio de parentes de pessoas com comportamento associado ao uso de lcool e outras drogas para dar a elas um setentrião. No Paixão-Exigente, voluntrios apresentam a direo sobre porquê se organizar para confrontar esse comportamento e exigir que ele cesse. “A firmeza da famlia depende da lealdade e da cooperao entre seus membros”, afirma o coordenador Regional em BH do Paixão-Exigente, Joo Francisco de Souza Duarte, psiclogo profissional em dependncia qumica.

H tambm um trabalho de preveno, voltado para que familiares – crianas, adolescentes, adultos ou idosos – sem o problema instalado em mansão aprendam a se proteger dos excessos, e feito tambm em escolas, instituies e comunidades. A modalidade infantil, o Paixão-Exigentinho, trabalha a preveno com crianas em idade pr-escolar e do ensino fundamental. BH tem cinco grupos funcionando em quatro bairros: Meio, Serra (Regio Meio-Sul), Padre Eustquio (Noroeste da capital) e Eminente Barroca (Oeste). Em Minas, so nove regionais.

Assim porquê o doente alcolico, o codependente tambm precisa de recuperao, que complexa. “H vrios graus de adoecimento e as pessoas precisam de comitiva por um bom tempo, porque, eventualmente, tem suicida, pessoa que comete crimes e fica recluso, o que provoca grande sofrimento e vai perguntar no s pedestal de grupos porquê o nosso, mas atendimento mdico, ateno psicolgica e terapia”, afirma Joo Francisco. “Mas o espeque do grupo fundamental para ajustar a pessoa socialmente, ajud-la a mourejar com todas essas questes que sobrevieram depois dos graves problemas que o comportamento do alcolatra trouxe para a famlia.”

Na lar de seu Geraldo (nome fictcio, de 68 anos, internado h sete meses na comunidade teraputica Luz Divina, em Conceio do Par, no Meio-Oeste de Minas, a doena dele e dos familiares terminou em rompimento. Faltando dois meses para se “graduar”, nome oferecido a quem recebe subida, ainda no sabe para onde vai, uma vez que a famlia no o quer por perto. Com vrios problemas de sade decorrentes do uso do lcool e dificuldade para andejar, enfrenta hoje outra dor: a de saber que fez suportar mulher e filhos. “Se os tivesse ouvido, no estaria cá, mas junto deles”.

Mulher de um alcolatra, Vernica (nome fictcio), de 42, venceu o problema no Paixão-Exigente. Hoje, sai e no deixa de fazer seus programas nem espera mais. “O fardo j foi muito maior. Frequentei o Paixão-Exigente. Tenho histrico com meu pai. Entendo hoje o que minha me viveu. Foi muito pesado, falei de separao 300 vezes, me sentia culpada, porque ele dizia coisas que me levavam a confiar que eu tinha culpa realmente”, relata. “No Paixão-Exigente aprendi que ningum tem culpa de o seu ente estar nas drogas.”

Aos poucos, ela enxergou que a dependncia no se resolveria na marra. “ uma doena. porquê falar que a pessoa diabtica, hipertensa. E eu no via assim. Achava que ele estava me fazendo mal. uma situao difcil, sria, legtima, mas eu tinha que transpor daquele lugar. Tive que olhar um pouco pra mim. No podia permanecer vtima dessa histria.”

Vernica tem uma certeza: no ser ela a mudar a cabea do marido. “A gente se decepciona, se frustra. Reaprende a caminhar a partir de um novo jeito, novo lugar e novo olhar. Fui muito apaixonada por ele e o envolvimento mudou. Tenho paixão, mas no sei porquê ser o horizonte, se estarei com ele ou no, porque me curei da codependncia.”

Resgate do controle e da honra

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Sbrio h trs anos depois de processo de reabilitao, Ricardo, agora em moradia, comemora a vitria diria de manter a bebida a distncia (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Ele se orgulha de manifestar: est h 3 anos, 4 meses e 8 dias sem pr uma pinga de lcool na boca. Mas no foi um processo fcil. Fruto de ex-alcolatra, o gestor Ricardo*, de 43 anos, viu o pai deixar de ingerir h 30 anos por problemas graves de sade. Foi durante a internao de nove meses que o mais velho dos 22 netos de uma famlia que tradicionalmente faz uso de lcool pra tudo se lembrou do ponto de partida. Ele era somente uma criana, com seus 8, 9 anos, quando, obedecendo a ordem para buscar bebida para os tios, matava a curiosidade tomando um golinho entre o lugar onde estava guardada e a mesa. Ou ainda acendia cigarros no incêndio, a pedido das tias. O desfeita sexual sofrido aos 11 anos foi a pinga d’gua para o descontrole. Aos 16, j parava no hospital para tomar glicose. Depois, vieram outras drogas. Lol, maconha e cocana, que conheceu no Rio de Janeiro, para onde se mudou em 2016 e se afundou ainda mais. Confira o prova de quem encarou a dependncia, ficou sbrio e tem mantido o lcool a distncia:

“Eu me envolvi num mundo profundo e me entreguei. Tinha um ofício muito bom, mas o lcool j estava me consumindo e a cocana tambm. Voltei para minha cidade natal em 2014 e fui trabalhar em Conceio do Mato Dentro. Em 2016, fiquei desempregado. Veio a derradeira, conheci o crack. Mas o contato foi muito pouco, porque eu tinha preconceito grande com quem usava crack. Ficava trs a quatro dias em uso, com lcool. demncia. Ningum em s conscincia bebe e faz uso porquê o doente qumico e de lcool faz – premência. Sempre mais e mais, procurando sempre aquela primeira vaga. E ela no existe mais. Depois fui para o lcool puro para me dar o start. Tinha que tomar primeiro um copo de lcool puro e tomava chorando, porque eu no queria mais. Eu vomitava sangue pelo nariz.

Amigos me diziam que eu podia parar por conta prpria, mas eu sabia que precisava permanecer em lugar só. Dia 1º de julho de 2016, eu estava em estgio deplorvel porquê ser humano. Pesava 119kg por culpa de inchao da bebida (emagreci 30 kg com a desintoxicao). s 4h30, liguei para meu primo, que era secretrio antidrogas para ele me ajudar. Perguntou quando e respondi: agora. O tratamento trouxe vida novidade para um rosto que por mais de 20 anos ficou recluso em lcool e droga. Mudei 100%: exclu todos os amigos, hoje tenho obedincia para tudo, horrios, cuido do corpo, da mente, trabalho muito.

Minha crtica falta de programas de reabilitao ps-tratamento, pois sem esse auxlio, vem a recada. Eu me orgulho muito de mim. Cuido de centenas de cidades numa empresa de logstica. A maioria das pessoas que trabalham comigo bebe e tambm usa drogas, porque muita presso. Fui promovido, voltei para BH. Todo dia me d vontade de ingerir, de usar uma droga, mas no posso, porque o que constru agora muito mais satisfatria do que aquilo que a droga me dava. Evito lugares e pessoas. Vou contra tudo que me levava para esse mundo. Vou ao cinema, ao teatro, igreja, chamo camarada igual a mim para transpor e conversar. No me ponho prova. Hoje sei que no usava para diverso, mas para libertao.”



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