As histrias de cinco mes mormente essenciais – Gerais

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Cristina da Silva, que trabalha em um latic
Cristina da Silva, que trabalha em um laticnio na Feira dos Produtores, com a filha Ktlin, de 17, e o fruto Thiago, de 10 (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Registo pessoal)
 

 

Cntia acelera para fazer a entrega, Cristina aperta o passo a caminho do ponto de nibus e Cludia acorda de madrugada com o cu ainda estrelado. Ao longo do dia, Stefany se desdobra nos cuidados aos pacientes, enquanto Cleidimeire mantm a virilidade na novidade dinmica de atendimento. A exemplo de outras profissionais que no podem parar durante a pandemia do novo coronavrus, as cinco mineiras precisam conciliar atividades domsticas e trabalho – enfim, quem est no isolamento social quer po quente mesa, ingredientes para preparar a refeio, urgncia na chegada de encomendas, e, se necessrio, compra de remdio e guarida hospitalar. Neste domingo devotado s mes, e completamente surpreendente pela falta de celebraes devido COVID-19, o Estado de Minas conta um pouco do cotidiano de mulheres que ajudam a manter estabelecimentos abertos e servios essenciais disponveis populao, em Belo Horizonte, desde o decreto municipal em vigor desde 20 de maro. Se para cada uma vale o esforo dirio, l no fundo do corao h um descompasso entre a data privativo e a ausncia do abrao mais demorado dos filhos e da animada sarau em famlia.

 

Ruas e avenidas no tm sigilo para Cntia Rocha, de 42 anos, que conhece Belo Horizonte porquê a palma da mo. Com orgulho, ela se declara “motogirl”, mas, deixando de lado a lngua inglesa, a traduo em bom portugus entregadora. Me de Joo Albert, de 20, e Sophia Prola, de 7, a moradora do Bairro Coqueiros, na Regio Noroeste, conta que, neste perodo de isolamento social, vem trabalhando dobrado: “As demandas aumentaram muito e, felizmente, as ruas esto mais vazias. Tenho muitos clientes, principalmente mulheres, e no posso deixar ningum na mo”.

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Trabalhando porquê nunca, a %u2018motogirl%u2019 Cntia est sofrendo com o isolamento social, j que a filha Sophia Prola est ficando com o pai (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Desde o inicio da pandemia, a filha Sophia Prola tem ficado na moradia do ex-marido de Cntia, no Bairro Jardim Europa, na Regio de Venda Novidade, e l que a famlia vai se reunir hoje. “Somos todos amigos. Alm de cumprimentar minha sogra, aniversrio de 20 anos do meu fruto. Vamos manter o distanciamento, ser muito dissemelhante dos outros anos, mas ter um churrasquinho.”


Para Cntia, o pior do isolamento permanecer longe de Sophia Prola, que passa a quarentena na companhia do pai. “Sempre que posso, vou v-la”, diz a motogirl. Na manh de quarta-feira, j de partida para desempenhar sua atividade, ela revelava que o libido de ser entregadora a acompanha de longa data. “Fui balconista e ficava pensando nessa profisso, na qual me descobri. No posso reclamar de zero, pois fundamental mesmo trabalhar e no deixar faltar zero para meus filhos.”

“ABRAO DO MEDO”

Se a motogirl Cntia Rocha tem autonomia na sua mobilidade, a vendedora Cristina da Silva no pode expressar o mesmo, pois completamente dependente de transporte pblico. Moradora do Bairro Jardim dos Comercirios, na Regio de Venda Novidade, e h 25 anos trabalhando na Feira dos Produtores, na Regio Nordeste de BH, a me de Ktlin, de 17, e Thiago, de 10, pega dois nibus para chegar ao lugar de trabalho. No perodo de pandemia, garante que muitas vezes trafegou no coletivo “lotado, em p”.
Funcionria do Laticnios Borba, Cristina, viva, no esconde o cintilação nos olhos ao expressar que “pai e me”. O pior de toda a situao, avalia, chegar em moradia no término do dia e no poder abraar os filhos, que ficam com a me dela, de 73 anos. “Estamos nessa situao h dois meses e meio, por isso fico atenta. Ao chegar do servio, tomo um banho e s a vou mexer com as coisas de mansão. Depois, 'entro de novo no chuveiro' e vou ver minha me, Maria da Conceio, que mora ao lado. Precisamos ter muito desvelo.”


Se em outros tempos a famlia comemorava o Dia das Mes, desta vez ser duplamente taciturno. “Perdi recentemente meu irmo, Carlos Alberto, de 44, vtima de infarto. Morreu dormindo. E agora tem o coronavrus”, lamenta Cristina. Os olhos ficam opacos por uns instantes, e ganham de novo a luz da alegria, quando fala nos filhos. “So minha vida. Infelizmente, desta vez, o abrao ser de pavor, as pessoas no podem festejar uma data to importante. Mas isso vai passar. O que mais libido para todas as mes que elas tenham sade e que Deus nos livre de todos os males.”
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Funcion
Funcionria de uma panificação, Cludia Rodrigues acorda s 3h30. No pormenor, os quatro filhos: Bruna, de 21, Brbara, de 16, Victor, de 13, e Sofia, de 7 (foto: Registo pessoal)
 

DOCE AFETO

O dia comea cedo, mas muito cedo mesmo, para Cludia Rodrigues de Oliveira, de 39, moradora do Bairro Cristina B, no província de So Benedito, em Santa Luzia, na Regio Metropolitana de Belo Horizonte. Mas s de pensar nos quatro filhos – Bruna, de 21, Brbara, de 16, Victor, de 13, e Sofia, de 7 – ela se enche de pujança e disposio. “So o maior valor que tenho no mundo”, resume.


Vendedora da panificação e confeitaria Bella Itlia, no Bairro Cidade Novidade, na Regio Nordeste da capital, Cludia tambm no parou de trabalhar neste perodo, pegando dois nibus todos os dias para chegar ao servio. Enquanto a cidade dorme, ela est de p, pois acorda s 3h30. “Com esta pandemia, fico mais preocupada, mas sei que meus filhos cuidam uns dos outros. Falo com eles pelo celular quase todo, para permanecer tranquila. Minha filha mais velha j trabalha.”


Na volta para lar, por volta das 16h, so naturais os carinhos entre pais e filhos. “Eles gostam mais de abraar e beijar. Mas daquele jeito, n? J vou direto pro banho, pois praticamente fico fora a maior secção do dia. Depois, sim, sou toda dos meus filhos.”

 

 

A enfermeira Stefany, com o filho Dante, de seis meses, trabalha diretamente com pacientes da COVID-19(foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A Press)
A enfermeira Stefany, com o fruto Dante, de seis meses, trabalha diretamente com pacientes da COVID-19 (foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A Press)
(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Registo pessoal)
 

SABEDORIA

Mdicos, enfermeiros, tcnicos de enfermagem e demais profissionais da rea de sade esto na risco de frente neste tempo em que a pandemia assombra o mundo. Com a enfermeira Stefany Jackelline Moreira Lima no dissemelhante, com um pormenor: ela acabara de chegar da licena-maternidade do primeiro fruto – Dante, agora com seis meses – quando foi confirmado o primeiro caso de COVID-19 em Belo Horizonte.
Coordenadora das unidades de Cuidados Cirrgicos e Isolamento Respiratrio da Santa Mansão BH, onde ficam pacientes com a COVID-19, Stefany conta que o retorno ao trabalho no meio de um turbilho no foi fcil, “muitas vezes sofrido”, ainda mais com um beb em morada, aos cuidados de uma bab. “Ficava com ele exclusivamente uns 30 minutos por dia”, diz a enfermeira, que declara seu paixão pela profisso escolhida. “Fao porque paladar.”


Quando volta para morada no Bairro Novidade Vista, na Regio Leste da capital, Stefany toma um banho “da cabea aos ps”, conforme define, para s ento cuidar do pequeno Dante. “Estamos trabalhando 24 horas. Quando no estamos no hospital, o telefone est ligado”, afirma. No seu primeiro Dia das Mes, a enfermeira se vale da termo sabedoria para falar sobre todas as mulheres que deram luz ou esto grvidas. “Libido conhecimento para saber educar, sabedoria para cuidar. E que os filhos tenham muita sade para poder gozar de tudo. Mas sempre com sabedoria.”

NOVA DINMICA

A procura por lcool em gel e mscaras lotou farmcias e drogarias de Belo Horizonte desde o incio da pandemia do novo coronavrus, num movimento que coincidiu, em maro, com a vacinao contra a gripe. A partir de um entendimento do prefeito Alexandre Kalil com a direo da Drogaria Araujo, as unidades da empresa se tornaram pontos de imunizao. “Houve uma novidade dinmica, mas dentro de uma estrutura que temos, embora redobrando os cuidados para receber as pessoas, mormente os idosos”, conta Cleidimeire Duarte Afonso, gerente da loja Centenrio, na Avenida Getlio Vargas, no Bairro Funcionrios, na Regio Meio-Sul da capital.

A gerente de farm
A gerente de farmcia Cleidimeire Duarte Afonso, com o fruto Joaquim, de 4 anos. Ela mora em Vespasiano e trabalha no Bairro Funcionrios, em BH (foto: ARQUIVO PESSOAL)

Moradora de Vespasiano, na Regio Metropolitana de BH, Meire, porquê conhecida, sabe que tem sido uma rotina exaustiva para todos, ainda mais para quem no pode parar de trabalhar. Mas s de chegar em morada e ver o sorriso do fruto Joaquim, de 4, o dia est completo. “Ser me um privilgio que Deus nos d”, acredita.


Neste domingo, Meire vai trabalhar, e s noite, ao voltar para lar, poder acarinhar o fruto, ao lado do marido, e, juntos, tomarem um chocolate quente. Isso tudo, evidente, depois de um banho. “E ser que no vai ter presente?”, pergunta o reprter. Meire sorri e responde: “Muito... a eles vo ter que passar em uma de nossas lojas e comprar”.


Vale informar ao leitor que as entrevistadas nesta reportagem s tiraram a mscara de proteo na hora de posar para as fotos.


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