Amostras de lodo so recolhidas em Santa Luzia para verificar boato de contaminao – Gerais

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Sujeira carregada pelo Velhas. Popula
Sujeira carregada pelo Velhas. Populao ficou preocupada com boatos que circularam em redes sociais sobre presena de rejeitos de minrio (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )

Mesmo tendo pretérito por outros momentos de aflio em enchentes que se repetiram ao longo de dcadas, os moradores de Santa Luzia, atingidos pela enxurrada do Rio das Velhas na madrugada do sbado pretérito, esto assustados com a quantidade de barro e rejeitos de minrio que invadiram casas, terrenos e ruas dos bairros s margens do curso d'gua. Os boatos que correm na cidade da Grande BH que uma mineradora aproveitou as fortes chuvas para esvaziar rejeitos no leito do rio ou que uma represa abriu suas comportas para dar vazo quantidade de gua acumulada.

A irm Maria Helena, do convento de Macabas, em Pinhes, lugar que acolheu desabrigados, disse que “circulou a notcia de que as comportas de uma represa seriam abertas, mas zero foi confirmado oficialmente”. A quinta de propriedade do convento foi atingida. O manada ficou ilhado e uma vaca morreu quando paria, ao ser picada por uma ofídio. Moradores do entorno tiveram a ajuda das irms para salvar crianas e pertences.
Na Avenida Raul Teixeira da Costa, que liga o Meio Histrico Cidade Baixa, contornando os bairros centrais, o trecho construdo, segundo moradores, h menos de uma dcada teve secção de sua extenso interditada e a limo ultrapassa os muros de conteno em quase um metro de profundeza, alm de provocar o desabamento das laterais do meio. O trabalho de limpeza incansvel e em alguns pontos a previso de que dure ainda mais alguns dias para que as casas se tornem habitveis.
“O que mais me impressionou foi que, apesar de a enchente ter sido menor que a de 1997, naquele ano a gua era mais limpa. Agora foi muita lodo, densa, com muito minrio. No sabemos at onde isso pode valer riscos nossa sade”, comenta o negociante e desportista Reginaldo Alfredo Ferreira, de 64 anos, que mora no Bairro Moreira desde 1974. A regio fica na ingressão de Santa Luzia, para quem chega pela via Extremidade Rio, ligao entre a BR-381 e a secção histrica do municpio. Apesar de estar a 300 metros do leito do rio, a lar e o bar de Reginaldo foram atingidos, com a gua chegando a 1,20m no interno da residncia.
Ele e a esposa, ngela Maria Rodrigues Ferreira, de 58, professora aposentada, tentam h uma semana limpar o imvel. “Perdemos quase todos os mveis e roupas”, conta, mostrando uma centena de medalhas conquistadas em sua trajetria no atletismo. A esposa lamenta a perda de milénio ttulos de sua livraria, constituda ao longo da curso no magistrio.

O negociante disse que houve um alerta no dia anterior e todos ficaram atentos. Entretanto, o leito do rio que havia subido comeou a encolher e todos foram dormir, por volta das 23h da sexta-feira da semana passada.

Susto noite Por volta da 1h de sbado, recebeu telefonema de um camarada que alertava sobre enchente no Bairro Borges, em Sabar, vizinho a Santa Luzia, nas imediaes da ponte sobre o Rio das Velhas, na BR-381. Ao chegar ao porto, a gua estava na calada. “Em menos de meia hora j estava tudo tomado pela lodo.” O prejuzo estimado de R$ 8 milénio. Ele contabilizou 27 carrinhos carregados de entulho e roupas perdidas na tragdia.

Em Pinhes, os moradores prximos ao rio esto sem previso de quando tornaro suas casas habitveis. A aposentada Ftima Augusta Francisco, de 63, deixou sua residncia no Bairro Ribeiro de Abreu para ajudar os familiares na limpeza de suas casas. O imvel pertence me de Ftima, que morou por mais de 80 anos no lugar. “Ela viu muitas enchentes, inclusive a antiga lar foi tragada por um transbordamento no término dos anos 1950”. Ontem, ela usava uma mangueira para tirar a limo de mveis e paredes. O irmo, Wagno Pereira dos Santos, de 50, pedreiro e pintor industrial, disse que contou com a ajuda de amigos e da comunidade para tirar inmeros carrinhos de lodo. “Eles levaram quase uma semana limpando o grosso da lodo e agora estou cá para ajudar na desinfeco”, comentou Ftima.

solidariedade Dona de uma lar de raes na ingressão de Pinhes, Cleonice Cipriano, de 37, passou o término de semana pretérito limpando a sujeira acumulada em sua loja. “A minha sorte foi a solidariedade da comunidade”, afirma. s 6h de sbado, foi avisada por vizinhos sobre o risco para sua loja. “Foi suficiente de eu chegar e retirar as coisas e o rio subiu rapidamente”. O prejuzo ficou somente nos gastos com a limpeza do estabelecimento.
A solidariedade marcou e amenizou a tragdia deste ano no municpio. A presteza, a empatia da populao fora das reas de risco e a disposio em ajudar talvez tenham contribudo para que no houvesse vtimas de morte desta vez, lembra, emocionado, o pintor Wagno Santos. “Todos se ofereceram para ajudar na evacuao de pessoas com dificuldades de locomoo, a tirar objetos das casas e a limpar toda a sujeira ulterior inundao.”
Tanto Wagno quanto Reginaldo, moradores em lados opostos da cidade, fizeram questo de primar os trabalhos de autoridades policiais e do municpio no alerta, limpeza e orientao aos habitantes das reas em risco. Eles contam que logo aps as guas baixarem, a prefeitura disponibilizou mquinas e caminhes-pipa para limpar as ruas, e todos foram orientados de porquê proceder a desinfeco de suas casas. Porm, em vrios pontos o trabalho de remoo de entulhos e lodo obrigação perseverar um bom tempo. Sem levar em conta que levaro as obras de reconstruo de vias e prdios atingidos.
A loja de ra
A loja de raes de Cleonice Cipriano foi invadida pela enxurrada. ltimos dias foram de faxina (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )
Reginaldo Ferreira, morador de bairro na entrada da cidade, recorda de cheia no fim dos anos 1990(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )
Reginaldo Ferreira, morador de bairro na ingressão da cidade, recorda de enxurrada no término dos anos 1990 (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )
A aposentada F
A aposentada Ftima Augusta foi cidade para ajudar a famlia a limpar a sujeira (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )

Emergncia em quase 200 municpios

Larissa Ricci, Cristiane Silva e Matheus Muratori

Chega a 196 o totalidade de municpios mineiros em situao de emergncia em funo das chuvas deste incio de ano, nmero que corresponde a 23% das cidades do estado (853). A atualizao foi publicada ontem em uma edio extra do Minas Gerais, dirio solene do estado. De consonância com a Resguardo Social estadual, 95 municpios entraram na lista, entre eles os que haviam decretado de forma individualizada. Conforme o ltimo boletim do rgo, tambm divulgado ontem, 55 pessoas morreram entre 24 e 30 de janeiro. Uma pessoa continuava desaparecida, mas o corpo foi localizado aps a publicao do documento. Elas foram vtimas de soterramentos, desmoronamentos, enxurradas ou afogamento. O nmero de pessoas desabrigadas ou desalojadas de 53.581.
O corpo da 56ª vtima das chuvas em Minas foi encontrado ontem por equipe de bombeiros em Mentor Lafaiete, Regio Medial de Minas. O varão, identificado porquê Valmir Gonalves de Paiva, foi arrastado pelas guas na noite do dia 24. Desde o desaparecimento, as equipes de resgate faziam buscas ao longo das margens de cursos d'gua da regio.
O decreto de emergncia nos municpios mineiros, assinado pelo governador Romeu Zema (Novo), vlido por 180 dias. Com a situao confirmada, as prefeituras podero comprar bens para atividades de resposta ao sinistro sem fazer licitao, desde que as aes sejam concludas no prazo. O presidente da Repblica, Jair Bolsonaro, anunciou, na tarde de quinta-feira, durante visitante a Minas, a liberao de R$ 1 bilho para aes emergenciais em municpios afetados pelas chuvas em toda a Regio Sudeste.

A verba deve ser dividida entre cidades mineiras, do Esprito Santo e do Rio de Janeiro. Bolsonaro anunciou a medida aps sobrevoar seis cidades da Regio Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo a capital mineira, e de se reunir com o governador Romeu Zema, sete ministros, seis prefeitos, deputados e outras autoridades municipais e estaduais.

DIFCIL RETORNO Em Coronel Fabriciano, tambm na Regio Meão de Minas, famlias vtimas da chuva comearam a voltar para suas casas ontem. Segundo dados do Comit de Crise, 151 famlias foram desalojadas pelas chuvas no municpio, totalizando 420 pessoas. Uma pessoa morreu por afogamento no Bairro Mangueiras, no Rio Piracicaba. Entre 23 e 26 de janeiro, choveu 239 milmetros – 61% do volume esperado para janeiro em Fabriciano, estimado em 390 milme- tros. Diante dos estragos e vrios pontos de alagamentos, a prefeitura decretou situao de emergncia com o objetivo de certificar recursos para mo de obra e materiais para conteno do sinistro.

A prefeitura tambm segue com o mapeamento das reas afetadas, reforo na limpeza de ruas, crregos, galerias de drenagem e bueiros, alm de manter a operao tapa-buracos nos corredores virios. Outra ao foi o pedido de iseno da conta de gua e taxa de esgoto da Copasa para as famlias que foram desalojadas pelas chuvas por um perodo de 90 dias.


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