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A história do varão que morreu tentando salvar mulheres e crianças do incêndio em prédio de São Paulo



Ao menos um varão morreu nesta terça-feira (1) após o prédio pegar incêndio e desmoronar no Largo do Paissandu, no meio de São Paulo. Identificado porquê Ricardo, de 30 anos, ele já tinha deixado o edifício quando decidiu voltar para ajudar famílias que estavam nos andares altos.

Ricardo morava sozinho em um dos apartamentos do prédio há murado de 4 anos e trabalhava no meio da cidade. De convenção com os vizinhos ouvidos pelo G1, Ricardo chegou a deixar o prédio, mas voltou para ajudar outros moradores.

“Muitas mulheres moravam sozinhas e tinham crianças. Ele voltou para ajudar no resgate dessas famílias”, disse Gerivaldo Araújo, ao portal.

Por volta das 2h50 da manhã, Ricardo estava no edifício e tinha disposto o equipamento de segurança para ser içado pelos bombeiros.

“Ele dizia: ‘me tira daqui, por obséquio’ e eu respondi: ‘calma, confia em mim'”, relata o Sargento Diego, bombeiro que tentou resgatar o morador. “Eu pedia a todo o momento para ele permanecer cómodo, e sinalizava com a lanterna e gesticulava o que ele tinha que fazer. Ele estava totalmente recluso já”.

Apesar dos esforços, não deu tempo de salvar o morador.

“Quando a gente estava terminando essa tempo [colocar equipamento em Ricardo], o prédio acabou vindo aquém, infelizmente acabou caindo seis ou sete andares sobre ele, tencionou a corda e ela não aguentou o peso...


e estourou. Eu não daria nem 30 ou 40 segundos para a gente finalizar o processo”, disse o bombeiro.

S varão ainda é considerado perdido pelos bombeiros, mas a corporação diz que as chances de Ricardo ter sobrevivido são mínimas. A corda e o cinto usados para o resgate foram encontrados nos escombros. Cães farejadores são usados para encontrar Ricardo e possíveis outras vítimas.

“A gente fica chateado, com certeza. (…) Era uma vítima, uma pessoa que precisava de ajuda, que gritava por socorro. Mas a gente tem que entender que a equipe deu o melhor”, lamentou o Sargento.


Fonte: HuffPost Brasil Athena2








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