Presidente da Rússia completa anexação da Crimeia apesar de sanções do Ocidente
iG São Paulo
Putin sanciona lei após aprovação de tratado pelo Parlamento. União Europeia assina acordo de associação com a UcrâniaO presidente da Rússia, Vladimir Putin, sancionou nesta sexta-feira as leis de anexação da Crimeia, que antes era território da Ucrânia, após a Câmara alta do Parlamento ter aprovado de forma unânime um tratado assinado pelo líder russo na terça para a integração da estratégica península à Federação Russa. Putin descreveu a incorporação da península à Rússia como um "evento notável".
Terça: Presidente da Rússia assina tratado para a anexação da Crimeia
Segunda: Crimeia se declara independente e pede anexação à Rússia
A Rússia apressou a anexação da península do Mar Negro depois de um referendo de domingo, em que os moradores locais apoiaram de forma avassaladora a secessão da Ucrânia e a integração à Rússia. A Ucrânia e o Ocidente rejeitaram a votação, realizada duas semanas depois de tropas russas terem tomado o controle da Crimeia. Os EUA e a União Europeia (UE) responderam às medidas com a imposição de sanções contra a Rússia.
Chefe de gabinete incluído: EUA impõem sanções contra aliados de líder russo
Dia 17: UE e EUA anunciam sanções contra russos e ucranianos
Na quinta, o presidente dos EUA, Barack Obama, expandiu as sanções econômicas contra 20 indivíduos, incluindo Sergei Ivanov, chefe de gabinete e associado de longa data de Putin. Também foram alvo Arkady Rotenberg e Gennady Timchenko, ambos amigos antigos de Putin cujas companhias compilaram bilhões de dólares em contratos do governo. Além disso, as sanções têm como alvo o Banco Rossiya, instituição privada que pertence a Yuri Kovalchuk, que é considerado banqueiro de Putin.
Dia 6: EUA impõem sanções contra envolvidos em ameaças à soberania da Ucrânia
Dia 6: UE suspende negociações econômicas e de vistos com a Rússia
As sanções americanas se seguiram a uma primeira rodada de penalidades econômicas dos EUA ordenadas no início desta semana contra 11 pessoas que Washington disse estarem envolvidas na disputa na Ucrânia. A Rússia enviou seus militares para a Península da Crimeia há três semanas e desde então formalmente anexou a importante região estratégica a suas fronteiras.
Veja a presença militar russa na Crimeia:

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)
Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)
Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)
Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)
Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)
Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)
Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)
Foto: AP
A UE, por sua vez, anunciou na quinta sanções contra mais 12 pessoas vinculadas à anexação do território antes da Ucrânia, elevando para 33 o número de indivíduos enfrentando sanções do bloco europeu. Nesta sexta-feira, a UE assinou um acordo para estreitar as relações com a Ucrânia, em uma mostra de apoio depois da anexação da Crimeia pela Rússia.
O Acordo de Associação da UE tem o objetivo de dar apoio político e econômico à liderança interina da Ucrânia sob o comando do primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk.
Reação: Rússia impõe sanções a norte-americanos após 'ação hostil' dos EUA
Na quinta, a Rússia retaliou rapidamente as sanções dos EUA impondo proibições de entrada a legisladores americanos e a autoridades da Casa Branca. Entre elas estão o líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, e o presidente da Câmara, o republicano John Boehner. O conselheiro-sênior de Obama, Dan Pfeiffer, e seu vice-conselheiro de segurança nacional, Ben Rhodes, também foram atingidos pelas proibições de entrada na Rússia.
Os EUA declararam a incursão russa na Crimeia uma violação da lei internacional e não reconhecem a anexação da península. Apesar disso, nos bastidores autoridades americanas reconhecem que é improvável que a Rússia abra mão da Crimeia. Em vez disso, sua principal prioridade é evitar que a Rússia entre em outras áreas da Ucrânia que têm populações pró-Rússia.
Retirada: Ucrânia planeja retirar soldados da Crimeia
Funcionários disseram que os indivíduos que são alvo das sanções de quinta-feira terão bens congelados nos Estados Unidos, serão proibidos de fazer quaisquer negócios nos EUA e não terão permissão para fazer transações com dólares americanos.
As forças da Rússia efetivamente tomaram o controle de Crimeia depois da destituição do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych após meses de protestos e violência esporádica. A crise teve início no ano passado, depois que Yanukovych abriu mão de um acordo de associação com a UE para favorecer a promessa de um pacote de resgate russo no valor de US$ 15 bilhões. Isso enraiveceu ucranianos das região central e oeste da Ucrânia, que são pró-Europa.
*Com APe BBC
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo