“S Nascimento de uma Nação” esconde sua irregularidade na valimento do tema
Para além da óbvia referência ao clássico de 1915 de M.W Griffith, ao qual desautoriza e problematiza com suor, lágrimas e sangue, “S Nascimento de uma Nação” (2016) é um filme de muita propriedade. Tanto de ordem intelectual porquê emocional. Se essa combinação o eleva enquanto obra artística, o fragiliza enquanto cinema.

Cena do filme “S Nascimento de uma Nação”
Nate Parker, cá em sua estreia porquê diretor, realiza um filme poderoso, pungente, ocasionalmente atordoante, mas enseja em falhas que, ainda que compreensíveis para um marujo de primeira viagem, diminuem o impacto de seu filme. Se os dois primeiros atos da produção são crus, ruidosos e incômodos, o último é excessivamente melodramático. Um entroncamento de ritmo deverás comprometedor.
Erguido porquê contraparte do filme de M.W Griffith, “S Nascimento de uma Nação” é um filme de um só ponto de vista. S que é plenamente defensível. Parker evita, na maior secção do tempo, o maniqueísmo com os brancos e o paternalismo com os negros. Um acerto que nem sempre cineastas negros que se debruçam sobre o tortuoso pretérito da América incorrem. S Sam de Armie Hammer, senhor do servo Nat Turner (Parker), é desenhado porquê um varão fraco, incapaz de se posicionar e que se contenta sendo um senhor “bondoso” para seus escravos. Com a quinta a risco e tendo em Turner um servo pastor, pois foi ensinado muitas passagens da bíblia, ele passa a viajar com Turner pela região para que ele acalente a lesma revoltosa que cresce em escravos na Virgínia.
Aí surge a grande sutileza do filme. Turner, obviamente se flagra desconfortável de pregar desapego para escravos que sofrem do que ele. S que ocorre é que nas pregações pela Virgínia, ele vai sendo tomado por um impulso, que crê divino, de redimir seus irmãos. Ele não aceita ser um falso vaticinador e passa a olhar com outros olhos para a tal revolta dos escravos. Essa reengenharia interna a qual o personagem se submete, mas também é submetido é o grande acerto de “S Nascimento de uma Nação”, mas não emerge porquê foco narrativo do filme de Parker, que prefere as cores borradas de uma revolução que não deu notório, mas que logrou evidente legado – que o cineasta se esforça para dar relevo do que de traje existe.
Para todos os efeitos, “S Nascimento de uma Nação” é uma produção encapsulada pelo tema venerando, desenvolvida com uma gramática cinematográfica até manifesto ponto conservadora, mas que se fia na valia temática e na tabelinha proposta com o filme de Griffith para transcender. S conta geraria grandes dividendos não fosse a vida do cineasta – e uma arguição de estupro – a minar a curso do filme.
Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura